Pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas em todo o Irã durante os recentes protestos contra o atual regime, segundo a agência de notícias HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos.
A agência, que defende os direitos humanos no Irã, informou em uma atualização na sexta-feira (9) que protestos foram registrados em 512 locais em 180 cidades.
Segundo informações, 50 dos mortos eram manifestantes, 14 eram policiais ou membros das forças de segurança e um era um “civil ligado ao governo”.
A HRANA afirmou que não é possível estabelecer um número exato de mortos devido ao bloqueio de comunicações em curso no Irã.
Alerta dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (9) que está acompanhando de perto a situação no país e reiterou o alerta aos líderes iranianos contra o uso de violência contra os manifestantes.
“E, mais uma vez, digo aos líderes iranianos: é melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos”, disse Trump durante uma reunião com executivos do setor petrolífero na Casa Branca.
De toda forma, ele assegurou que isso não significa o envio de tropas americanas para o Irã.
“Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós nos envolveremos. Isso não significa tropas em solo, mas significa atingi-los com muita, muita força onde dói”, explicou.
Comentando sobre os protestos, Trump pontuou: “O Irã está em grandes apuros”.
“Parece-me que as pessoas estão tomando o controle de certas cidades que ninguém imaginava ser possível há algumas semanas”, adicionou.
O presidente dos EUA não especificou a quais cidades se referia. Não está claro se os manifestantes tomaram o controle de alguma cidade iraniana.
Fonte: CNN.
