O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma série de publicações na manhã de hoje sobre a possibilidade de derrubada do regime de Cuba, que é um país socialista há seis décadas.
O que aconteceu
Sem detalhar, Trump sugeriu em tom de ameaça que façam um acordo, “antes que seja tarde”. Publicação foi feita na Truth Social neste domingo após uma série de posts endossando discursos que sugerem a derrubada do governo cubano.
Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba, nada! Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais.
Donald Trump, via Truth Social.
Republicano aumentou a pressão sobre a Ilha desde que voltou à Casa Branca para um segundo mandato. Desde que retomou o poder em janeiro, o presidente revogou algumas medidas adotadas por seu antecessor democrata, Joe Biden. Cuba, por exemplo, voltou à lista de países patrocinadores do terrorismo e os cubanos foram incluídos entre os cidadãos que tiveram sua entrada restringida nos EUA.
Presidente dos EUA afirmou que Cuba viveu muitos anos com petróleo e dinheiro da Venezuela em troca de “serviços de segurança”. Ele citou os 32 cubanos mortos no ataque dos EUA durante a operação para prisão de Maduro. “Mas isso acabou! A Venezuela agora tem os EUA, as forças armadas mais poderosas do mundo.
O presidente de Cuba é Miguel Díaz-Canel, um ex-professor universitário e engenheiro que está no poder desde 2018. Em 2021, ele também passou a liderar o Partido Comunista de Cuba e foi reeleito como presidente do país dois anos depois, para um segundo e último mandato.
O país caribenho atravessa o pior momento econômico desde a Revolução. Embora o país já tenha enfrentado, em décadas passadas, episódios de migração em massa, escassez de alimentos e agitação social, nunca os cubanos haviam vivenciado um colapso tão amplo da rede de proteção social da qual os ditadores da ilha tanto se orgulhavam.
Cuba está sob sanções dos EUA há mais de 60 anos
Os EUA mantêm um embargo econômico amplo contra a República de Cuba há seis décadas. Em fevereiro de 1962, o presidente John F. Kennedy proclamou um embargo comercial entre os países, em resposta a certas ações tomadas pelo governo cubano, e instruiu os Departamentos de Comércio e do Tesouro a implementar o embargo, que permanece em vigor até hoje.
Ao longo dos anos, as sanções foram se fortalecendo. O bloqueio impõe sanções contra navios que atracam em portos cubanos, proibindo-os de entrar nos EUA por seis meses. Além disso, impede que entidades de outros países que operem com mais de 10% de capital estadunidense façam qualquer tipo de comercialização com Cuba.
Fonte: UOL.
