Enquanto Donald Trump acompanha o desenrolar da situação no Irã e avalia como agir, os Estados Unidos estão tomando mais medidas para aumentar a pressão política, militar e econômica sobre o regime dos aiatolás.
O presidente está aberto à diplomacia , mas não descartou as opções militares, relatam veículos de imprensa americanos.
Fontes do governo afirmam que a decisão de ordenar um ataque depende do que as agências de segurança iranianas farão a seguir em relação aos protestos em curso, provavelmente a maior onda antigovernista no país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Mesmo com a sinalização de uma suspensão de ação militar iminente, o Pentágono determinou o envio de armamento e equipamentos de defesa para a região, como o porta-aviões Abraham Lincoln, segundo informações publicadas pelo jornal New York Times.
Alguns dos navios de guerra americanos estão indo em direção ao Oriente Médio a partir do Mar da China Meridional, uma viagem de cerca de uma semana, de acordo com fontes ouvidas pela publicação.
Uma série de aviões de guerra, caças e equipamentos de defesa aérea também deve começar a chegar à região em breve, muitos deles vindos da Europa, prossegue a reportagem.
Ameaças
Desde o início dos protestos em massa contra o governo autoritário do Irã, há mais de duas semanas, Trump tem ameaçado repetidamente o país com “uma ação contundente” se Teerã optasse por executar detidos.
Pouco depois dos comentários do presidente americano, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que não há planos para o “enforcamento” de manifestantes -uma prática comum em repressões anteriores.
A decisão incluiria Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos detido durante os tumultos no país e anteriormente condenado à morte .
Os protestos no Irã foram desencadeados, entre outras coisas, por uma grave crise econômica, alta inflação e insatisfação generalizada com a liderança em Teerã.
As forças de segurança iranianas têm reprimido brutalmente os protestos, com relatos de milhares de mortes.
Fonte: DW.
