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Conselho de Segurança da ONU vota uso de força em Ormuz; Irã fala em ‘ação provocativa’

por Últimos Acontecimentos
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Diante de amaeças do Irã, o Conselho de Segurança da ONU pode votar nesta sexta-feira (3) uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo diplomatas.

A resolução estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial. No entanto, ChinaRússia e França —que têm poder de veto por serem membros permanentes do conselho — se opõem à autorização de qualquer uso da força na região, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.

A votação foi uma proposta do Bahrein, um dos países do Golfo Pérsico que têm sido alvos diários dos ataques retaliatórios do Irã

Ainda não havia previsão de horário para a votação até a última atualização desta reportagem, e diplomatas disseram à agência de notícias Reuters que a sessão poderia ser adiada. Mas o Irã já reagiu à votação. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que uma aprovação do uso da força por parte da ONU será considerada “uma ação provocativa”.

“Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou Araghchi.

Situado na costa do Irã, o Estreito de Ormuz é um dos principais corredores marítimos para a navegação de petróleo mundial. Por lá, passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo, vindo de grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Catar.

O estreito tem sido um dos grandes pontos de tensão da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que controla a maior parte do canal e tem atacado navios que passam por lá, além de implantar minas navais. A crise tem causado altas históricas no preço do barril de petróleo, que chegou a US$ 109 na quinta-feira (2).

Resolução

Diplomatas disseram que o Bahrein, atual presidente do Conselho, sugeriu a resolução. O texto prevê a aplicação das medidas por pelo menos seis meses.

Ainda assim, a proposta enfrenta forte resistência. O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar contra-ataques “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”.

Segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, o ponto central da discordância é um trecho que autoriza países a usar “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito.

Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Pedido do Bahrein

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação ameaça interesses globais e exige uma “resposta decisiva”. Segundo ele, o país também teria atacado estruturas civis, como aeroportos e portos.

Analistas avaliam que a resolução liderada pelo Bahrein tem mais peso simbólico do que prático, já que os países do Golfo têm capacidade militar limitada e dependem fortemente do apoio dos Estados Unidos.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a ideia de reabrir o estreito pela força. Ele classificou a proposta como “irrealista”, alertando para os riscos de ataques e para a presença de mísseis e forças da Guarda Revolucionária iraniana na região.

Enquanto isso, os Estados Unidos afirmam que continuarão os ataques, mas ainda não apresentaram um plano claro para reabrir o estreito — o que tem alimentado novas altas nos preços do petróleo e preocupações sobre a segurança da navegação internacional.

Fonte: G1.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

03 de abril de 2026.

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