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Possível surto mortal de hantavírus pode ter causado sete casos da doença

por Últimos Acontecimentos
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A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou nesta terça-feira (5) que suspeita de uma rara transmissão de pessoa para pessoa entre passageiros próximos a bordo de um navio de cruzeiro de luxo atingido por sete casos confirmados ou suspeitos de hantavírus.

Um casal holandês e um cidadão alemão morreram, enquanto um britânico foi retirado do navio e está em terapia intensiva na África do Sul, segundo as autoridades.

Outros três casos suspeitos afetam pessoas que ainda estão a bordo, uma das quais apresenta febre leve.

A agência de saúde da ONU disse que sua hipótese inicial é que o casal, que embarcou no navio na Argentina, foi infectado fora do navio, talvez durante atividades como observação de pássaros, e que a transmissão de pessoa para pessoa pode ter ocorrido a bordo.

O navio de cruzeiro atingido pelo surto mortal está isolado perto de Cabo Verde – uma nação insular no Atlântico, na costa oeste da África – e não tem permissão para desembarcar passageiros.

A OMS afirmou que o foco agora é retirar os dois passageiros doentes que ainda estão a bordo para a Holanda e, em seguida, o navio seguir para as Ilhas Canárias.

Risco baixo de transmissão

A transmissão de pessoa para pessoa é incomum, e a OMS reiterou que o risco para o público em geral é baixo, considerando que a doença é tipicamente transmitida por roedores infectados e raramente passa entre humanos.

As pessoas geralmente são infectadas pelo hantavírus através do contato com roedores infectados ou com sua urina, fezes ou saliva.

No entanto, uma disseminação limitada entre pessoas próximas foi observada em alguns surtos anteriores com a cepa Andes, que a OMS acredita estar envolvida neste caso.

“Acreditamos que pode estar ocorrendo alguma transmissão de pessoa para pessoa entre os contatos mais próximos, como marido e mulher, pessoas que compartilharam cabines”, afirmou Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da Organização Mundial da Saúde, a jornalistas em Genebra.

“Algumas pessoas no navio eram casais, compartilhavam quartos, então esse é um contato bastante íntimo”, disse Van Kerkhove.

Van Kerkhove afirmou que a hipótese de trabalho da agência é que o hantavírus a bordo do navio seja o vírus dos Andes, que se espalha pela América do Sul, incluindo a Argentina, e que testes estão sendo realizados. O Hondius partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em março.

Todos os passageiros com sintomas a bordo e aqueles que cuidam dos pacientes estão usando equipamentos de proteção individual completos, e suprimentos extras foram levados para o navio, declarou Van Kerkhove.

A desinfecção estava sendo realizada no navio. A OMS informou ter sido notificada de que não havia ratos a bordo.

Embora a OMS tenha afirmado que o navio seguiria para as Ilhas Canárias, o Ministério da Saúde da Espanha disse que ainda não havia tomado uma decisão sobre recebê-lo.

“Dependendo dos dados epidemiológicos coletados do navio durante sua passagem por Cabo Verde, será tomada uma decisão sobre qual porto de escala é o mais apropriado”, afirmou o ministério.

Viagem começou no sul da Argentina

Cerca de 150 pessoas estão presas no navio Hondius, que transportava principalmente passageiros britânicos, americanos e espanhóis em um cruzeiro de luxo que partiu do extremo sul da Argentina no final de março.

O cruzeiro visitou a Península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha – algumas das ilhas mais remotas do planeta.

A viagem foi comercializada como uma expedição de natureza antártica, com preços de cabine variando de 14 mil a 22 mil euros (R$ 81 mil a R$ 127 mil, aproximadamente).

O primeiro passageiro afetado, um holandês, morreu em 11 de abril. Seu corpo permaneceu a bordo até 24 de abril, quando “foi desembarcado em Santa Helena, com sua esposa acompanhando a repatriação”, informou a Oceanwide Expeditions.

Sua esposa, que apresentava sintomas gastrointestinais ao desembarcar, teve seu estado de saúde agravado durante um voo para Joanesburgo.

Ela faleceu ao chegar ao pronto-socorro em 26 de abril, informou a OMS, acrescentando que o rastreamento de contatos dos passageiros daquele voo estava em andamento.

As autoridades sul-africanas confirmaram que a paciente britânica, que está sendo tratada em um hospital de Joanesburgo, testou positivo para o hantavírus.

A Holanda confirmou a presença do vírus na mulher holandesa que faleceu.

Fonte: CNN.

“…e pestes…” Mateus 24:7

05 de maio de 2026.

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