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O Ebola não tem cura? Entenda por que a doença é tão mortal

por Últimos Acontecimentos
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Um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) já resultou em mais de 80 mortes e em centenas de casos confirmados ou suspeitos. A taxa de infecção é tamanha que já atravessa fronteiras, chegando ao país vizinho,  Uganda, e levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar o problema como uma emergência internacional.

Surto de Ebola, causados por um vírus da família Orthoebolavirus, transmitido a humanos por animais selvagens, especialmente morcegos, são recorrentes na África Subsaariana, com mais de 40 casos documentados e 15 mil mortes confirmadas desde a descoberta do patógeno na RD do Congo em 1976.

Segundo dados da OMS, a taxa de mortalidade do vírus — que se divide em seis tipos no total, com quatro causando sintomas severos em humanos — paira em torno de 50%, mas já atingiu níveis baixos de 25% e altos de até 90% em surtos anteriores. Essa taxa depende tanto da espécie específica do patógeno quanto da velocidade de resposta ao tratamento, que se torna mais promissora quanto mais rápida for.

Atualmente, não há um medicamento aprovado capaz de vencer o vírus. Os cuidados dados aos pacientes são baseados na hidratação e no tratamento dos sintomas, como a febre alta.

Existe vacina para o Ebola?

Existem apenas duas vacinas contra o Ebola, eficazes apenas contra uma das espécies do patógeno, chamada Orthoebolavirus zairense.

Uma das vacinas, conhecida como Ervebo, é fabricada pela empresa de saúde alemã Merck, funciona com apenas uma dose e é destinada majoritariamente como a primeira resposta em zonas centrais dos surtos, sendo dirigida tanto para a população afetada quanto para profissionais da saúde nas linhas de frente do caso.

O outro medicamento, produzido pela Johnson & Johnson, é administrado em duas doses chamadas Zabdeno e Mvabea mas, atualmente, não estão disponíveis nos estoques, segundo a OMS.

Além da falta de vacinas contra a maioria das cepas mortais do vírus, o Ebola é uma doença particularmente mortífera por sobrecarregar o sistema imunológico, causando choques e falhas em órgãos vitais, o que é a causa da morte na maioria dos casos. Dificultando ainda mais o tratamento, há um período de incubação que pode variar de 2 a 21 dias após o contato com o patógeno, durante o qual os sintomas são sutis e de difícil detecção.

Em média, os pacientes apresentam os primeiros sintomas após 8 ou 10 dias. De acordo com a terminologia do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África), esses primeiros sintomas são “secos” e incluem febre alta, dores musculares, fadiga, enxaquecas e dores de garganta, seguidos de sintomas “molhados”: diarreia, vômitos, coceiras e, por fim, sangramentos intensos por vários orifícios, inclusive os olhos. Isso faz com que o vírus se espalhe rapidamente, já que infecções ocorrem, primeiramente, por contato com fluidos corporais infectados, como sangue.

Fonte: Exame.

“…e pestes…” Mateus 24:7

18 de maio de 2026.

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