A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, ameaça abrir “novas frentes” e manter o Estreito de Hormuz fechado em resposta à ofensiva de Israel no Líbano, informou a mídia estatal hoje.
“O Irã considera que cruzar as linhas vermelhas no Líbano e em Gaza significa uma guerra direta”, afirmou o núcleo de inteligência da Guarda, citado pela televisão estatal.
A força “está determinada a conduzir operações defensivas, tomando medidas significativas e abrindo novas frentes, além de manter a equação no Estreito de Hormuz”, acrescentou.
Na noite de segunda-feira, Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, publicou no X que “não será tolerada a escalada de tensões no Líbano”.
“A paciência das forças armadas da República Islâmica do Irã tem um limite”, acrescentou.
Anteriormente, a agência de notícias Tasnim reportou que o Irã e seus aliados ativariam “outras frentes, inclusive o Estreito de Bab al Mandab”, na entrada do Mar Vermelho, em resposta às ações militares de Israel no Líbano.
Anteriormente, os huthis do Iêmen, aliados do Irã, já atacaram o tráfego no estreito e águas próximas, obrigando as embarcações a dar longas voltas pela África em vez de navegar pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez.
O Mar Vermelho também abriga o porto saudita de Yanbu, através do qual Riade pôde exportar milhões de barris de petróleo, em alusão ao bloqueio efetivo pelo Irã do Estreito de Hormuz e do Golfo.
Hezbollah se nega a encerrar ataques contra Israel
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, declarou hoje que não haveria “calma” em Beirute ou seus subúrbios sem o cessar dos ataques do Hezbollah.
Ontem, um alto funcionário americano também informou que os Estados Unidos tinham proposto um plano segundo o qual “o Hezbollah devia pôr fim a todos os seus ataques contra Israel. Em troca, Israel se absteria de qualquer escalada em Beirute”
O grupo, no entanto, não deve parar de bombardear o norte de Israel. A recusa é uma resposta às ameaças de Israel de atacar o subúrbio sul de Beirute, informou hoje uma fonte próxima ao grupo libanês pró-iraniano.
A fonte, que pediu o anonimato, assegurou que o grupo “não se comprometerá a parar de bombardear o norte” de Israel. “Por que cessar estes ataques que prejudicam Israel enquanto segue bombardeando o Líbano?”, questionou.
Fonte: AFP.
