O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Israel não se considera vinculado à cláusula do Líbano do acordo EUA-Irã, informou o portal de notícias israelense Maariv , citando fontes israelenses.
Segundo relatos, Netanyahu explicou ao presidente dos EUA que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não se retirarão do Líbano, permanecerão em suas posições atuais e continuarão operando para “neutralizar a ameaça do Hezbollah”.
O significado dessa posição, segundo as fontes, é que o acordo que os Estados Unidos planejam assinar com o Irã na próxima sexta-feira “não impede a atuação de Israel no cenário libanês”. A principal mensagem transmitida por Netanyahu a Trump é que Israel tem um interesse estratégico e de segurança independente no Líbano e pretende mantê-lo.
O ataque ao Líbano e a reação de Trump
As Forças de Defesa de Israel (IDF) bombardearam novamente o sul de Beirute no domingo, atingindo um centro de comando do Hezbollah no bairro de Dahieh, em resposta ao que chamaram de “ataques do Hezbollah em território israelense”. Isso ocorreu apesar do cessar-fogo entre Tel Aviv e Beirute, anunciado em 16 de abril pelo presidente Trump. A mídia libanesa relata que pelo menos três pessoas morreram e seis ficaram feridas.
Vale lembrar que uma das condições impostas pelo Irã para o fim do conflito era justamente que Israel cessasse seus ataques ao Líbano e se retirasse das áreas ocupadas no sul do país.
Após o bombardeio israelense em Beirute, Trump criticou duramente Israel e afirmou que o ataque à capital libanesa “não deveria ter acontecido”, descrevendo a ação do Hezbollah como “muito pequena e sem sentido”.
