O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao aliado Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, nesta terça-feira (16).
Ao falar com jornalistas na cúpula do G7, Trump voltou a afirmar sua insatisfação com a ofensiva feito pelas Forças Armadas israelenses a Beirute durante as negociações finais com o Irã sobre um acordo de paz e falou que o aliado “deve ser mais responsável” em relação ao Líbano.
O presidente dos EUA, que admitiu ter chamado Netanyahu de “louco” ao saber do ataque, afirmou que os dois continuam aliados e têm “uma ótima relação”, mas que sugeriu que a Síria passe a lidar com o grupo extremista Hezbollah, ao invés de Israel.
“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, disse.
Nesta segunda-feira (15), Netanyahu afirmou que a luta de Israel “não acabou” e que o país continuará “neutralizando ameaças”. Disse que seu Exército continuará em “zonas de segurança” já estabelecidas no Oriente Médio e alegou que a guerra contra os iranianos salvou Israel de uma “aniquilação nuclear”.
Trump também falou sobre o acordo pré-assinado com o Irã. Ressaltou que agora as negociações entrarão em uma segunda fase e que os EUA não vão investir dinheiro algum no Irã:
“Temos um acordo fechado com o Irã, e ele deve ser bem-sucedido; agora vamos para uma segunda etapa, que eu acho que será ainda mais fácil. A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã jamais terá uma arma nuclear, e isso fica bem claro. O inferno se abaterá sobre o Irã se o governo iraniano pretender adquirir uma arma nuclear”.
Fonte: G1.
