Um orador que conduzia parte do funeral do aiatolá Ali Khamenei pediu a morte de Donald Trump.
O que aconteceu
Antes das orações sobre o corpo do líder religioso, um apresentador da cerimônia conclamou a morte do presidente norte-americano. “Por que não deveríamos matar o homem que matou o nosso ímã e meu líder?”, perguntou Mohammad Rasouli em discurso. “Seria uma desonra se não o fizéssemos”, declarou. O funeral acontece em Teerã, capital do país.
De agora em diante, a mortalha é a nossa vestimenta. Juro pelo seu sangue: o assassinato de Trump é nossa responsabilidade. Por que o homem mais canalha do mundo ainda está vivo? O mundo não é mais um lugar seguro para Trump.
Discurso traduz sentimento visto no público durante o funeral. Pessoas que compareceram à cerimônia hoje estavam vestidas de preto e carregavam faixas e bandeiras em homenagem a Khamenei, pedindo também a morte de Trump. Imagens feitas ontem mostram a população no metrô gritando pelo assassinato do presidente dos EUA.
Rede de metrô iraniana informou ter registrado 7 milhões de viagens desde o fim de sábado até a manhã de domingo, à medida que as pessoas se dirigiam ao centro. As autoridades não forneceram, entretanto, estimativa oficial de comparecimento nos eventos deste fim de semana. Outras cidades em todo o Irã também realizaram cerimônias de luto. O velório aberto deve durar até o dia 9.
Novo aiatolá não foi ao funeral
Três filhos de Khamenei rezaram ao lado do seu caixão neste domingo. A TV estatal mostrou Mostafa, Meysam e Masoud Khamenei rezando atrás dos caixões colocados no vasto pátio da Grande Mosalla Imam Khomeini, em Teerã, um amplo complexo religioso.
Entre eles, não estava Mojtaba Khamenei, aquele que o sucedeu como autoridade máxima do regime no país persa. Ele não é visto em público há meses.
Khamenei foi assassinado em 28 de fevereiro, aos 86 anos, em ataque aéreo feito por EUA e Israel. O bombardeio também vitimou outros quatro familiares do líder religioso. No funeral, também são velados os corpos desses parentes, incluindo uma criança.
Mojtaba estaria escondido. Ele teria ficado ferido no bombardeio que matou seu pai, antes de ser escolhido para o cargo de líder supremo. Israel ameaçou matá-lo também. O rosto de Mojtaba ficou desfigurado e ele sofreu uma lesão significativa em uma ou em ambas as pernas, disseram pessoas próximas ao seu círculo íntimo à agência de notícias Reuters.
Fonte: DW.
