Home GuerrasNetanyahu diz não a Trump: aliados em atrito, arsenais em queda

Netanyahu diz não a Trump: aliados em atrito, arsenais em queda

por Últimos Acontecimentos
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O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou publicamente o plano de 15 pontos do “Board of Peace” da Casa Branca para o desarmamento faseado do Hamas e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza. A proposta previa a entrega das armas do grupo a uma nova administração palestina em troca da desocupação israelense; Netanyahu exige o desarmamento completo — “genuíno, e não fictício” — antes de qualquer recuo, e voltou a descartar qualquer Estado palestino enquanto estiver no poder, seja em Gaza, seja na Cisjordânia.

Há contexto eleitoral por trás da dureza: Netanyahu enfrenta eleições difíceis em outubro e pressão de parceiros de extrema-direita que o acusam de ter negociado concessões demais. Já o Hamas mantém apoio formal ao plano e pede que Washington pressione o premiê a não travar o processo por “razões eleitorais internas”. O episódio é o mais explícito atrito público entre Trump e Netanyahu desde o início da guerra, em outubro de 2023 — sinal de que a arquitetura do pós-guerra em Gaza segue sem consenso nem entre aliados.

Os EUA estão sem munição — e Moscou e Pequim observam
A ofensiva militar americana contra o Irã, iniciada em fevereiro, consumiu estoques de precisão a um ritmo que preocupa o Pentágono: segundo o CSIS, os interceptadores Patriot caíram de 2.200 para menos de 827 unidades, e os THAAD, de 452 para menos de 278. Só no primeiro mês de guerra, os EUA dispararam mais de 850 mísseis Tomahawk e 1.300 mísseis balísticos táticos.

A reposição vai levar mais de dois anos, segundo analistas — tempo suficiente, dizem relatórios de inteligência citados pelo New York Times, para alterar o cálculo de risco de Rússia e China diante de uma capacidade de resposta convencional americana reduzida. Na prática, o desabastecimento já tem efeito concreto: o envio de mísseis de defesa aérea para a Ucrânia caiu a um terço do volume de 2025, e unidades antes destacadas para o Indo-Pacífico foram redirecionadas ao Oriente Médio, o que fez Japão e Coreia do Sul começarem a questionar a garantia de defesa não-nuclear dos EUA. A Casa Branca nega publicamente a escassez; o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, deu 21 dias para fornecedores como Lockheed, Boeing, Northrop, Anduril e Palantir apresentarem planos de produção acelerada — mas o financiamento de US$ 1,15 trilhão ainda depende do Congresso.

Fonte: UOL.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

09 de agosto de 2026.

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