Putin está à procura de homens
O Centro Ucraniano de Combate à Desinformação afirma que essa onda de recrutamento pode consistir em 300 a 500 mil pessoas para lutar na Ucrânia.
Acredita-se que essa nova campanha de recrutamento ocorrerá após as eleições parlamentares de 21 de setembro, para reduzir a reação negativa contra o governo.
Segundo a United24Media, isso é um sinal do fracasso do sistema de recrutamento militar implementado pelo presidente russo Vladimir Putin.
Nos últimos dois anos, o modelo que incluía contratos deixou de ser sustentável devido ao elevado número de perdas em campo de batalha.
Esses esforços têm se concentrado em incentivos monetários e outros benefícios para ingressar nas forças armadas e lutar na Ucrânia
Em 2025, o número de recrutas que se alistaram para lutar pela Rússia caiu 10% em comparação com o ano anterior. O declínio só piorou em 2026.
O jornal The Moscow Times informa que o presidente russo, Vladimir Putin, denunciou os rumores sobre uma possível mobilização, classificando-os como “absurdos”.
“É um completo absurdo. É um ataque de informação contra a Rússia”, disse Putin aos repórteres.
No entanto, o jornal The Moscow Times destaca que Putin disse a mesma coisa alguns dias antes de ordenar uma mobilização “parcial” em massa de 300 mil soldados, em 2022.
Alguns desses novos recrutas passariam por um treinamento rápido, estimado em cerca de duas semanas, para suprir a falta de pessoal na frente ucraniana.
Especialistas em inteligência apontam algumas medidas preparatórias que o Kremlin aparentemente está tomando para se preparar para a nova campanha de recrutamento.
Isso inclui um aumento acentuado nas vagas de emprego relacionadas ao alistamento e registro militar, em antecipação à chegada de numerosos recrutas às forças armadas.
