O Irã lançou mísseis contra dez navios da Marinha dos EUA perto do Estreito de Hormuz na quarta-feira (9), em sua terceira ofensiva contra embarcações americanas nesta semana, informou o Wall Street Journal.
O que aconteceu
Mísseis balísticos de alcance médio foram disparados contra os navios, que mantêm o bloqueio contra o Irã. Os projéteis tinham tecnologia que permite mudar a trajetória durante o voo, conforme relatos citados pelo jornal.
Os ataques não atingiram as embarcações, de acordo com o Comando Central dos EUA. Ainda assim, EUA e aliados precisam usar mais mísseis interceptadores, que custam milhões de dólares, para derrubar armamentos iranianos mais baratos.
Autoridades americanas temem que o Irã tenha ampliado sua capacidade de localizar alvos desde o início do conflito. Fontes ouvidas pela publicação afirmam que Rússia ou China podem ter ajudado no desenvolvimento dos armamentos.
Pressão econômica e alta do petróleo
A nova sequência de ataques ocorre enquanto os EUA aplicam um novo regime de sanções, chamado “Operation Economic Outcast” no original, contra o Irã. Marc Sievers, ex-embaixador dos EUA em Omã, afirma que Teerã aumenta a ofensiva por não ver alternativas diante do bloqueio e das sanções.
A intensificação dos disparos também inclui uma grande ofensiva contra uma base militar na Jordânia. Analistas avaliam que os ataques indicam que o Irã recuperou parte de seus sistemas de lançamento de mísseis, atingidos no começo da guerra.
Os ataques iranianos e uma ofensiva dos houthis contra instalações petrolíferas sauditas elevaram o preço do petróleo acima de US$ 105 por barril na quinta-feira. Donald Trump declarou à NewsNation que o conflito será resolvido após as eleições. “Não sei se eles vão conseguir resistir. Mas isso será resolvido depois das eleições”, disse.
Fonte: UOL.
