O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (6) que a Islândia ocupa uma posição estratégica para a segurança do Atlântico Norte e do Ártico. Segundo ele, Washington está aberto a ampliar a cooperação com o país diante do aumento das ameaças na região.
Rubio falou durante uma visita à Islândia, ao lado da ministra das Relações Exteriores do país, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir.
“A Islândia está no centro de muitas das questões relacionadas à segurança e à defesa da nossa região compartilhada”, afirmou Rubio.
O secretário de Estado citou preocupações com ameaças militares, econômicas e relacionadas à infraestrutura no extremo norte. Ele também destacou a localização geográfica da Islândia e o papel do país para as operações militares americanas.
Segundo Rubio, a Islândia permite que os Estados Unidos utilizem seu território, espaço aéreo e águas como um ponto estratégico para monitorar atividades clandestinas e dissuadir adversários.
“Estaríamos abertos a ter essas conversas para ver o que mais podemos fazer juntos. Sei que há interesse em fazer mais juntos”, disse.
Rubio também afirmou que a posição da Islândia é importante não apenas para a defesa da Europa, mas também para a segurança dos Estados Unidos.
“A Islândia e sua localização desempenham um papel fundamental na defesa tanto da Europa quanto do território dos Estados Unidos, por causa da geografia”, afirmou.
Islândia com bandeira dos EUA
Em setembro, o país entrou na mira de Donald Trump. O presidente americano publicou nas redes sociais uma imagem que mostra a ilha e outros países cobertos pela bandeira americana.
O mapa mostrava os Estados Unidos, o Canadá, a Groenlândia, a Islândia, o México, a América Central e o Caribe cobertos pela bandeira dos EUA. Toda a área terrestre aparece identificada como “Estados Unidos da América”.
Trump publicou a imagem em sua plataforma Truth Social sem apresentar explicações.
A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Gunnarsdottir, convocou Billy Long, embaixador dos EUA no país, para explicar a publicação.
As declarações de Trump nos últimos anos de que os Estados Unidos deveriam adquirir a Groenlândia, território dinamarquês semiautônomo, provocaram tensões entre Washington e Copenhague, ambos membros fundadores da Otan, e de forma mais ampla em toda a Europa.
Em agosto, a Islândia votou contra a retomada das negociações para ingressar na União Europeia em um referendo no qual as intenções de Trump em relação à Groenlândia serviram como pano de fundo.
Fonte: Reuters.
