A Arábia Saudita promete reagir ao ataque ao aeroporto King Khalid, em Riade, que matou 12 pessoas e deixou 309 feridos em 10 de outubro.
O que você precisa saber
Turki Al-Maliki, porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, classificou a ofensiva como terrorismo. “O ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid é um ato terrorista e receberá uma resposta firme”, afirmou.
A coalizão diz que vai agir dentro das regras do direito humanitário internacional. Riade já usa sua força aérea contra os houthis e reúne elementos para definir uma nova resposta, segundo informaram fontes ao Jerusalem Post.
O ataque suspendeu as operações no aeroporto enquanto as autoridades avaliavam os danos. A Autoridade Geral de Aviação Civil informou que quatro sauditas e oito estrangeiros morreram.
Ao menos 291 voos foram cancelados em 24 horas, de acordo com dados da FlightAware citados pelo Arab News. Companhias aéreas internacionais também suspenderam serviços para aeroportos sauditas.
Aeroporto Internacional de Riade vai permanecer fechado por mais 24 horas após o ataque. O fechamento do aeroporto foi estendido até as 21h deste domingo, no horário universal coordenado UTC (18h de Brasília). Duas fontes do setor aéreo disseram que radares e equipamentos de comunicação foram danificados.
Conflito no Iêmen amplia riscos regionais
Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, também atacaram outras estruturas da aviação saudita nos dias anteriores. Em 6 de outubro, duas mulheres morreram em um ataque ao Aeroporto Internacional de Abha.
As defesas aéreas sauditas enfrentam ataques com drones e mísseis balísticos. Forças do país relataram a interceptação de um drone na região leste e de um míssil sobre Al-Kharj.
Os Estados Unidos (EUA) condenaram os ataques depois da morte de um cidadão americano em Riade. “Esses ataques repreensíveis demonstram um flagrante desprezo pela vida de civis inocentes”, disse o secretário de Estado Marco Rubio.
Não está definido se os EUA participarão de eventuais ataques aéreos sauditas contra os houthis. Paquistão e Turquia também apoiam Riade, segundo a reportagem.
A escalada ocorre enquanto combates se intensificam na costa oeste do Iêmen e perto do estreito de Bab el-Mandeb. A rota liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e é estratégica para a navegação comercial.
Fonte: UOL.
