Apesar de controversa, a recente operação militar israelita em Gaza está a ter um grande êxito, não só pelo território conquistado e anexado, mas também pelo baixo número de vítimas.
Esta manhã o ministro da Defesa de Israel anunciou que Israel vai expandir a sua acção em Gaza após os intensos bombardeamentos desta madrugada na parte Sul do enclave em que cerca de 50 posições terroristas foram atacadas. As tropas israelitas irão agora avançar para limpar áreas da “presença de terroristas e infraestruturas, e capturar um território extenso a ser acrescentado às áreas de segurança do estado de Israel.”
As IDF deslocaram um novo batalhão para a zona Sul do enclave no início desta manhã como parte da expansão da ofensiva contra o Hamas.
Os media palestinianos relataram uma grande vaga de ataques em Rafah e Khan Younis na noite anterior, confirmando mais tarde que as tropas israelitas estavam avançando em Rafah. Segundo os relatos palestinianos os bombardeamentos terão morto 21 pessoas.
Num comunicado conjunto desta tarde, o Shin Bet e as IDF informaram que tinham conduzido uma série de ataques contra operacionais do Hamas na zona de Jabalia. Os palestinianos alegaram que os ataques israelitas visaram uma clínica médica da UNRWA, mas Israel comunicou que “os operacionais encontravam-se num espaço de comando e de controle que servia como infraestrutura terrorista e como ponto central de encontro para a organização terrorista.”
Israel informou ainda que o edifício “estava sendo utilizado pelo batalhão Jabalia para fazer avançar planos de ataque contra Israel, visando civis e militares.” Segundo os militares foram tomadas medidas preventivas antes dos ataques visando minimizar os riscos para as populações civis.
Em visita esta manhã às tropas israelitas estacionadas na zona de Rafah, o comandante chefe das IDF declarou que “a única coisa que nos pode parar de avançar é a libertação dos reféns.” E acrescentou que “o Hamas continuará a pagar o preço enquanto os 59 reféns não forem libertos.”
ISRAEL MUDA AS TÁCTICAS EM GAZA
Netanyahu veio entretanto afirmar que Israel está numa fase de “alterar as tácticas” em Gaza, criando “uma segunda passagem Filadélfia denominada Corredor Morag”, que é uma estrada que divide Rafah de Khan Younis na sua parte Norte, localizada onde antes da entrega de Gaza aos palestinianos os israelitas tinham ali as suas habitações. O plano é cercar Rafah e estabelecer esse novo corredor.
Em todas as negociações Netanyahu tem insistido no permanente controle israelita do corredor de Filadélfia, insistindo que a retirada das IDF daquele corredor permitiria o contrabando de armas para Gaza. Não só Israel não abandonou o corredor, como aumentou ali a sua presença militar. Esta medida visa aumentar a pressão sobre o Hamas para obrigar o grupo terrorista a aceitar as propostas feitas por Israel para um cessar-fogo e troca de reféns por prisioneiros.
“Estamos agora a cortar o enclave e estamos aumentando a pressão passo a passo…para que eles nos devolvam os nossos reféns. Quanto mais tarde se recusarem a fazê-lo, mais pressão será exercida para que o façam.”