A China alertou o governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (11) que o uso excessivo de inteligência artificial (IA) nas Forças Armadas poderia mergulhar o mundo no apocalipse retratado no filme “O Exterminador do Futuro”, onde as máquinas tomam o poder.
Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em um intenso debate ético sobre as aplicações militares da IA. O governo do presidente Donald Trump está em impasse com a startup americana Anthropic, que foi alvo de sanções.
Essa empresa de IA se recusa a permitir que as Forças Armadas americanas usem sua tecnologia sem restrições, como exige o governo. Entre os objetivos dos EUA estão usar a ferramenta para vigilância em massa da população e automatização de bombardeios com consequências mortais.
Segundo diversos veículos de comunicação, os modelos tecnológicos da Anthropic foram usados na preparação da ofensiva israelense-americana contra o Irã, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
“Continuar a militarização desenfreada da inteligência artificial, usá-la como ferramenta para violar a soberania de outras nações, permitir que influencie indevidamente decisões de guerra e deixar que algoritmos exerçam poder de vida ou morte sobre seres humanos não só mina os fundamentos éticos e as responsabilidades em tempos de guerra, como também corre o risco de levar à perda do controle tecnológico”, disse Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa da China.
“Uma distopia como a retratada no filme americano ‘O Exterminador do Futuro’ pode um dia se tornar realidade”, enfatizou em um comunicado, respondendo a uma pergunta sobre a disposição dos EUA em dar ao exército americano acesso irrestrito à IA.
“O Exterminador do Futuro” estreou em 1984, estrelado por Arnold Schwarzenegger. O filme retrata um futuro apocalíptico em que, em 2029, robôs controlados por uma inteligência artificial superior lutam contra humanos.
Na semana passada, o Departamento de Defesa dos EUA adicionou a Anthropic à sua lista de empresas que representam um “risco à segurança nacional em matéria de suprimentos”, elaborada pelo Pentágono, em resposta à recusa da empresa em suspender as restrições ao uso de sua IA.
Essa inclusão exige que todos os fornecedores interrompam imediatamente o uso da Anthropic e de seu assistente de IA generativa, Claude, em seus serviços para a agência governamental.
Fonte: AFP.
