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Cristã foge com recém-nascido e marido baleado no Afeganistão

por Últimos Acontecimentos
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Zakie (pseudônimo) é uma cristã corajosa cuja história reflete a realidade de inúmeras mulheres afegãs que escolhem seguir a Jesus em um dos lugares mais perigosos da terra para ser mulher e cristã.

Ela nasceu em uma família muçulmana devota no Afeganistão. Cada aspecto de sua existência era controlado por regras rígidas. Quando se aproximava do fim do Ensino Médio, Zakie foi dada em casamento e seu marido também era muçulmano, então sua vida de obediência silenciosa continuou. Ela apenas trocou a autoridade de seu pai pela de seu marido.

Como tantas outras mulheres no Afeganistão, a vida de Zakie não era sua. Ela nunca imaginou que a verdadeira liberdade fosse possível até que a testemunhou dentro das paredes de sua própria casa.

Transformada pelo amor

A transformação não começou com um sermão ou um folheto, mas com seu marido. Como Zakie, ele havia sido criado em uma família muçulmana devota. Ele não era diferente de outros homens de sua comunidade: rápido para revidar, duro e indiferente às mulheres.

Com o tempo, Zakie percebeu mudanças graduais em seu caráter. Sua raiva desapareceu, ele começou a mostrar afeto e até perdoou. Tudo porque ele havia encontrado Jesus. Quando seu marido finalmente compartilhou que havia se tornado cristão, segui-lo na fé em Cristo não foi uma decisão difícil.

A conversão trouxe uma experiência completamente nova para Zakie. Ela já tinha ouvido falar de cristãos, principalmente que eram infiéis, mas nunca imaginou que se tornaria uma. À medida que a fé de Zakie e seu marido criava raízes, Deus começou a tocar todas as áreas de suas vidas. Eles foram transformados dia após dia.

Zakie antes vivia uma vida controlada pelas regras da interpretação rígida do islã no Afeganistão, mas depois de aceitar Cristo como seu salvador, começou a experimentar a verdadeira liberdade. Ela conta: “A paz entrou na minha vida. No passado, eu era muito angustiada. Estava sempre pensando em como eu não tinha adorado a Deus, não tinha jejuado, não tinha feito sacrifícios. Eu achava que não poderia chegar ao céu. Hoje, quando oro, adoro e glorificamos o nome do Senhor Jesus Cristo, fico feliz porque sei que estou salva. Tenho um lugar no Reino de Deus”. Mas essa certeza seria rapidamente colocada à prova.

Marcados como infiéis

Em comunidades unidas como a de Zakie, segredos são difíceis de guardar. Logo, a fé recém-descoberta dela e de seu marido era óbvia demais para esconder. A rejeição foi rápida e intensa, pois deixar o islã é visto como uma traição à família e à cultura. A hostilidade era profunda. Até as crianças da vila de Zakie olhavam para ela com desprezo.

Zakie sentia a dor, mas quando orava, sempre encontrava força para perdoar e amar aqueles que a tratavam mal. A família da cristã podia suportar a rejeição social, mas logo a hostilidade se tornou violenta. Moradores da vila os denunciaram ao Talibã. Os extremistas sabiam quem eles eram e não havia escapatória.

“Eles levaram meu marido duas vezes, o torturaram, e até pensamos que o haviam matado. Eles queriam nos eliminar. Não podíamos nem ficar em nossa própria casa por uma noite. Estávamos sempre indo de uma casa para outra, com medo de que nos matassem e levassem nossas filhas”, diz Zakie.

O perigo chegou ao ponto crítico apenas três meses antes de o Talibã tomar completamente o Afeganistão em 2021. “Meu marido, minhas filhas e eu tínhamos ido à casa de um parente. Quando saímos da casa desse parente, uma motocicleta parou na rua e um homem atirou no meu marido.” O cristão sobreviveu, mas a mensagem era clara: “saiam ou morram”.

“Levamos meu marido ao hospital, mas estávamos muito assustados e naquela mesma noite fugimos do Afeganistão”, diz Zakie. A decisão de partir foi agonizante. Zakie havia acabado de dar à luz e precisava cuidar de um recém-nascido enquanto ajudava seu marido ferido.

A esperança em Cristo

Hoje, Zakie e sua família vivem em segurança em um país da Ásia Central. Olhando para trás, ela vê a bondade de Deus mesmo nos momentos mais desesperadores. Embora esteja longe de casa, seu coração permanece com as mulheres de sua terra natal. Agora ela trabalha com mulheres refugiadas que sofreram o mesmo trauma que ela.

A vida como refugiada não é fácil. Como cristã, Zakie ainda corre risco em sua comunidade, mas mesmo em meio à perseguição, ela se apega à esperança porque sabe quem Jesus é.

Os parceiros da Portas Abertas na Ásia Central estão apoiando Zakie para continuar seu ministério entre mulheres refugiadas afegãs. Há outras cristãs como Zakie que têm um chamado e uma paixão por servir mulheres e oferecer-lhes esperança.

Você pode ajudar Zakie em seu ministério

O apoio da Portas Abertas por meio de ajuda emergencial, como distribuição de alimentos, medicamentos e roupas, permite que cristãs como Zakie cumpram seu chamado e sejam fortalecidas em suas necessidades. Contribua e faça parte da história dessas famílias.

Rodapé do projeto de apoio a refugiadas afegãs mostra o texto "alimento, remédios e roupas para cristãs afegãs" com a foto de uma mulher sentada ao fundo

Fonte: Portas Abertas.

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.”  Mateus 24:9

08 de março de 2026.

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