O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (13), primeiro dia de sua visita à Argélia, que cristãos e muçulmanos são “irmãos”, além de “filhos do único Deus”.
A declaração foi dada em um discurso no Memorial do Mártir, monumento que homenageia a guerra de independência do país africano, em Argel.
“Nesta terra, ponto de encontro de culturas e religiões, o respeito mútuo constitui o caminho por onde os povos podem caminhar juntos. Que a Argélia, com a força das suas raízes e a esperança dos seus jovens, possa continuar a oferecer uma contribuição de estabilidade e diálogo na comunidade das nações e nas margens do Mediterrâneo”, disse o Papa.
Em seguida, o pontífice americano destacou a importância da religião, em uma nação onde 98% da população é muçulmana. “Cada povo conserva um patrimônio único de história, cultura e fé. A Argélia também possui esta riqueza, que sustentou o seu caminho nos momentos difíceis e continua a orientar o futuro”, declarou Leão XIV.
Segundo Robert Prevost, um “povo que ama Deus possui a riqueza mais verdadeira, e o povo argelino conserva esta joia no seu tesouro”.
“O mundo precisa de fiéis assim, de homens e mulheres de fé, sedentos de justiça e unidade. Por isso, perante uma humanidade ansiosa por fraternidade e reconciliação, é um grande dom e um abençoado compromisso declarar com convicção que estamos sempre unidos como irmãos e irmãs, filhos do único Deus”, salientou.
A Argélia é a etapa inicial do Papa em sua primeira viagem à África, que também incluirá Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Apesar de ser majoritariamente muçulmana, a nação árabe está intimamente ligada à vida de Santo Agostinho, que faleceu na atual cidade de Annaba, uma das escalas do pontífice agostiniano no país.
Fonte: ANSA.
