O decreto que exonera Ana María Salomón Pérez do cargo de Embaixadora da Espanha no Estado de Israel foi promulgado pelo Conselho de Ministros na terça-feira e assinado pelo Rei Felipe VI e pelo Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares.
No ano anterior, em maio de 2024, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou de volta os embaixadores de Israel na Irlanda, Espanha e Noruega em protesto contra o reconhecimento unilateral de um Estado palestino por esses países.
“Isso seria um estado terrorista. Tentará repetir o massacre de 7 de outubro repetidas vezes; não consentiremos com isso”, disse Netanyahu na época. Tanto a embaixada de Israel na Espanha quanto a embaixada da Espanha em Israel serão agora chefiadas por encarregados de negócios.
A sala de crise do Ministério das Relações Exteriores permanece aberta 24 horas.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, anunciou na quarta-feira, no entanto, que a embaixada do país em Israel permanecerá aberta para auxiliar em “todas as operações de evacuação de cidadãos por todos os meios possíveis”.
“A Sala de Crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros continua operacional 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou, acrescentando que, desde 28 de fevereiro, foram atendidas mais de 6.000 chamadas apenas na sala de crise, para além de todas as recebidas nas embaixadas e consulados espanhóis na região.
Devido ao agravamento da situação, a Espanha decidiu fechar temporariamente e evacuar completamente a embaixada espanhola em Teerã.
Dos 31.000 cidadãos espanhóis que se encontravam na região no início do conflito, a Espanha já evacuou 5.685, e esse número chegará a 6.000 com a chegada de voos hoje provenientes dos Emirados Árabes Unidos e do Catar.
“O objetivo é repatriar todos os cidadãos espanhóis que desejam retornar. Não deixaremos nenhum espanhol para trás”, disse Albares.
