Os EUA avaliam redirecionar ao Oriente Médio armas que estavam previstas para a Ucrânia, em meio ao desgaste de estoques causado pela guerra com o Irã, segundo reportagem exclusiva do The Washington Post.
O que aconteceu
Plano em análise inclui desviar mísseis interceptores de defesa aérea que seriam enviados a Kiev. De acordo com o jornal, citando três pessoas familiarizadas com o assunto, o Pentágono discute a mudança por causa da pressão sobre munições consideradas críticas para as Forças Armadas norte-americanas.
Armas citadas na reportagem foram compradas por países parceiros por meio de uma iniciativa da Otan, lançada no ano passado. O programa, chamado Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia, foi desenhado para manter o fluxo de equipamentos militares selecionados para Kiev.
A ofensiva dos EUA no Irã consumiu munições em ritmo acelerado, ressalta o Washington Post. Cerca de 9.000 alvos foram atingidos em menos de quatro semanas de combates.
Em nota, o Pentágono evitou comentar diretamente a possibilidade de redirecionamento. “Garantirá que as forças americanas e as de nossos aliados e parceiros tenham o que precisam para lutar e vencer”, disse ao jornal um porta-voz do Departamento de Defesa.
Autoridades da Ucrânia disseram que acompanham o cenário, mas reconhecem a incerteza do momento. Segundo a CBN, a embaixadora ucraniana nos EUA, Olga Stefanishyna, afirmou que Kiev mantém os parceiros informados sobre necessidades como defesa aérea.
Um representante da Otan disse que o programa de compras segue em funcionamento, apesar da discussão sobre redirecionamento. “Equipamentos continuam chegando à Ucrânia. O valor prometido ao programa até agora é de vários bilhões de dólares e esperamos que mais contribuições venham”, afirmou um funcionário da aliança ao Manual.
Fonte: UOL.
