O Departamento de Estado dos EUA alertou Teerã no sábado contra qualquer tentativa de atacar as forças americanas. O anúncio foi feito em sua conta no Twitter.
“Recebemos informações de que a República Islâmica [do Irã] está preparando opções para atacar bases americanas”, diz o comunicado.
Nesse contexto, o departamento lembrou as repetidas declarações do presidente Donald Trump de que todas as opções “permanecem sobre a mesa” e que, se o país persa lançar um ataque contra alvos americanos, “enfrentará uma força muito, muito poderosa”.
“Já dissemos isso antes e repetimos: não se metam com o presidente Trump”, resumiu a instituição.
As declarações surgem em meio a relatos recentes de que Trump está adiando um ataque ao Irã para planejar e avaliar melhor a ação, enquanto Washington envia armamentos e equipamentos defensivos adicionais para o Oriente Médio.
Protestos no Irã
Do final de dezembro até meados de janeiro, o Irã esteve mergulhado em protestos que surgiram em um contexto de crise econômica e forte desvalorização da moeda nacional.
Em resposta a esses acontecimentos, o presidente dos EUA ameaçou intervir no Irã caso houvesse mortes entre os manifestantes.
Em meio às declarações hostis de Trump, Teerã acusa Washington e Tel Aviv de explorarem os protestos como parte de uma ” guerra suave ” e emitiu um alerta severo contra qualquer interferência nos assuntos internos da República Islâmica. A Rússia também atribuiu a situação no Irã à interferência estrangeira.
Esta semana, Trump chegou ao ponto de encorajar os manifestantes, instando-os a “assumir o controle” das instituições e prometendo-lhes que o apoio estava “a caminho”.
Teerã, por sua vez, acusa os EUA e Israel de explorarem os protestos como parte de uma “guerra silenciosa” contra a República Islâmica. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, denunciou no último domingo que “terroristas” ligados a potências estrangeiras estão matando pessoas inocentes, incendiando mesquitas e atacando propriedades públicas.
