O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descarta uma ação militar no Irã para pôr fim à repressão do regime aos protestos no país.
Caso a ameaça americana se concretize, membros do alto escalão do governo iraniano prometem atacar Israel, que aguarda em estado de prontidão máxima.
Em meio às tensões na região, Washington anunciou a transição para a segunda fase do acordo de estabilização na Faixa de Gaza.
De acordo com a imprensa israelense, a avaliação das autoridades do país não é mais “se” o presidente Trump vai determinar uma ação, mas qual será, quando e com qual intensidade.
Israel e EUA compartilham informações e, em Jerusalém, o governo deverá ser avisado horas antes da ação norte-americana, caso ela seja colocada em prática.
Uma fonte do alto escalão israelense, citada de forma anônima pelo Canal 12, disse acreditar que a resposta do Irã dependerá do alcance do ataque norte-americano.
Se for uma operação limitada, é possível que o Irã não ataque Israel. Mas uma ofensiva ampla provavelmente levará o regime iraniano a atacar o território israelense.
O Irã buscaria também atingir alvos de Israel no exterior, como embaixadas e representações do país ou instituições das comunidades judaicas.
O porta-voz do Exército de Israel, Effie Defrin, disse que as forças do país não têm intenção de atacar o Irã e que as manifestações são assunto interno iraniano.
As mesmas declarações foram feitas pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir, que já participou de uma série de reuniões de atualização sobre os protestos e a repressão no país.
Diversas personalidades do alto escalão iraniano têm repetido quase diariamente que atacarão Israel em caso de uma ação norte-americana.
O Ministério da Saúde de Israel enviou aos hospitais uma circular de atualização sobre os procedimentos a serem adotados em caso de necessidade de transição da rotina para situação de emergência.
O documento detalha as ações a serem tomadas, incluindo a transferência de pacientes para áreas protegidas.
Uma fonte do hospital Sheba, em Tel Hashomer, o maior do país, confirmou o recebimento do documento e também disse que a rotina é normal até este momento.
Segundo esta fonte, “o hospital está sempre preparado” para qualquer situação.
Fonte: RFI.
