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Japão acelera reforço militar e amplia papel ofensivo diante da pressão chinesa e dos EUA

por Últimos Acontecimentos
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O Japão acelera o maior reforço militar desde a Segunda Guerra Mundial, dobrando gastos em defesa para conter a China e atender à pressão dos EUA, enquanto a premiê Sanae Takaichi adota posições mais duras sobre Taiwan e amplia o afastamento do país de seu histórico pacifista.

De acordo com o Defense News, o Japão tem acelerado um amplo reforço de suas capacidades militares diante do avanço da China na região, dobrando gastos em armamentos e respondendo à pressão dos EUA por maior participação na segurança asiática. A nova primeira‑ministra, Sanae Takaichi, de linha dura, defende que o país precisa ser mais autossuficiente militarmente.

Tóquio insiste que continua comprometida com a paz, mas Pequim e outros críticos afirmam que o Japão está se afastando de seu pacifismo pós‑guerra, especialmente após Takaichi sugerir que uma ação chinesa contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar japonesa. O debate reacende questionamentos sobre a compatibilidade desse fortalecimento com a Constituição pacifista do país.

O Artigo 9, criado sob ocupação norte-americana em 1947, proíbe o uso da força e a manutenção de forças militares convencionais. Contudo, desde a Guerra da Coreia, os EUA passaram a ver o Japão como aliado estratégico, levando à criação das Forças de Autodefesa em 1954. Ao longo das décadas, Tóquio ampliou gradualmente o conceito de “autodefesa”.

Uma virada importante ocorreu sob Shinzo Abe, que reinterpretou o Artigo 9 em 2014 para permitir defesa coletiva e aprovou leis que autorizam o uso da força caso aliados sejam atacados. Takaichi aprofundou essa mudança ao adotar posições mais explícitas sobre possíveis cenários envolvendo a China, irritando Pequim.

As tensões bilaterais cresceram com incidentes militares recentes, como radares chineses travados em aeronaves japonesas e operações de porta‑aviões chineses perto de Iwo Jima. Em resposta, o governo aprovou um orçamento de defesa recorde, acima de 9 trilhões de ienes (cerca de R$ 318,6 bilhões), com foco em mísseis de cruzeiro e sistemas não tripulados.

A China acusa o Japão de abandonar o caminho pacífico e critica o histórico de Takaichi, que já visitou o Santuário Yasukuni, visto por chineses e coreanos como símbolo de falta de arrependimento pelo passado militarista. Em 2025, ela evitou visitas diretas, mas enviou oferendas simbólicas.

Desde 2022, o Japão assumiu papéis mais ofensivos, adotando uma estratégia que prevê capacidades de contra‑ataque e identifica a China como seu principal desafio estratégico. O país rompeu o limite histórico de 1% do produto interno bruto (PIB) em defesa e deve atingir 2% antes do previsto, alinhando‑se às expectativas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Tóquio também busca expandir sua indústria de defesa, flexibilizando exportações de armas, desenvolvendo caças com Reino Unido e Itália e negociando vendas de fragatas para a Austrália. Debates internos incluem até a possibilidade de submarinos nucleares, embora o governo reafirme os três princípios não nucleares, mesmo enquanto avalia novas capacidades de dissuasão.

Fonte: Sputnik.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

01 de janeiro de 2026.

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