Pelo menos três ataques foram registrados durante as celebrações de Páscoa no último fim de semana. Os atentados no Norte da Nigéria tiraram a vida de vários civis em um dos períodos mais importantes do calendário cristão.
Entenda como cristãos são perseguidos na Nigéria, 7º país na Lista Mundial da Perseguição 2026.
Ataque durante o Domingo de Ramos
Um dos ataques mais graves ocorreu no Domingo de Ramos, 29 de março de 2026, quando homens armados não identificados abriram fogo contra pessoas que estavam nas ruas da Área de Governo Local (LGA) de Jos North. Pelo menos 27 pessoas morreram. Saiba mais sobre a violência contra cristãos em Jos, Nigéria.
Duas igrejas atacadas no Domingo de Páscoa
Dias depois, no Domingo de Páscoa, 5 de abril, o presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN) no estado de Kaduna, Caleb Maaji, informou que duas igrejas foram atacadas na vila de Ariko.
Segundo ele, durante o culto de Páscoa, sete pessoas foram mortas e um número ainda desconhecido foi levado como refém. O número de mortos permanece controverso entre relatos locais e oficiais, variando entre cinco e sete vítimas.
Ataques coordenados em Mbalom e Mbasombo
No estado de Benue, a violência coordenada tomou conta da Área de Governo Local de Gwer East no domingo, 5 de abril. Supostos militantes fulani lançaram ataques simultâneos contra as comunidades cristãs de Mbalom e Mbasombo.
Os ataques resultaram na morte de 26 pessoas, transformando um dia destinado à celebração, à paz e à reflexão em um dia de luto e deslocamento.
Na segunda-feira, 6 de abril, segundo parceiros locais, duas pessoas foram mortas na vila de Pwomol, no distrito de Heipang, na Área de Governo Local de Barkin Ladi, quando militantes fulani armados invadiram a comunidade. As vítimas estavam fazendo vigilância comunitária no momento do ataque.
Páscoa sob toque de recolher em Jos
Em Jos, no estado de Plateau, os cristãos celebraram a Páscoa sob um toque de recolher imposto após o ataque do Domingo de Ramos. A restrição de circulação e o clima generalizado de medo impactaram negativamente o funcionamento das igrejas. Ao longo dos anos, muitas congregações também foram obrigadas a gastar recursos adicionais com empresas privadas de segurança.
Ataques afetam cristãos e não cristãos
Após o ataque do Domingo de Ramos, a tensão em Jos permaneceu elevada, especialmente devido à circulação de vídeos não verificados e alarmantes que sugeriam que novos episódios de violência poderiam ocorrer a qualquer momento.
A cidade também é um importante centro onde estão localizados sedes e escritórios regionais de diversas igrejas na Nigéria, o que a torna estrategicamente relevante para os cristãos.
Durante o fim de semana da Páscoa, não foram apenas os cristãos que estiveram vulneráveis à violência. No estado de Zamfara, grupos armados sequestraram moradores de vilarejos rurais. Umar Abubakar Faru, presidente do conselho local, informou à Reuters que mais de 150 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, foram sequestradas e levadas para áreas de mata ao redor, forçando moradores a fugir e deixando vilas praticamente desertas.
Como ajudar?
Você pode se posicionar e agir em favor dos cristãos que enfrentam diariamente a violência extrema por amor a Jesus na Nigéria e em outros países da África Subsaariana.
- Assine a petição e ajude a dar visibilidade à perseguição. Erga sua voz por nossos irmãos na fé.
- Contribua com a campanha Desperta África e apoie famílias e igrejas que precisam de socorro e fortalecimento espiritual. Doe agora.
- Ore e compartilhe a campanha Desperta África com sua igreja. Saiba mais na página.
Pedidos de oração da Nigéria
- Ore pelas igrejas que tiveram membros atacados, para que Deus fortaleça sua fé e os ajude a permanecer firmes em tempos tão difíceis.
- Interceda por paz e consolo para as famílias enlutadas e para as igrejas afetadas.
- Peça a Deus que as pessoas sequestradas permaneçam ilesas, recebam cuidados médicos quando necessário e sejam reunidas com segurança a seus familiares.
- Ore pelos líderes da igreja nigeriana, para que tenham sabedoria ao conduzir suas comunidades, oferecendo respostas bíblicas a perguntas difíceis.

