A Rússia se posicionou e defendeu o Irã contra as ameaças mais recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (3).
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que um ataque militar, como prometido por Trump caso os dois países não cheguem a um acordo, seria “ilegal e inaceitável” e afirmou:
“Bombardear a infraestrutura nuclear teria consequências catastróficas para o mundo inteiro. A participação do Irã no acordo de não proliferação de armas nucleares lhe dá direito ao uso pacífico da energia nuclear. estamos em busca de uma solução que supere os preconceitos ocidentais”.
Também nesta quinta, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que o país está pronto para oferecer ajuda aos EUA e ao Irã para que cheguem a um acordo razoável antes que seja tarde demais.
Um dia antes, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, lamentou o aumento das tensões e afirmou que, caso não se chegue a um novo acordo nuclear com o Irã, um confronto militar deve ser “quase inevitável”.
“Temos apenas alguns meses até a expiração deste acordo. Em caso de fracasso, um confronto militar pareceria quase inevitável”, ele disse em uma audiência parlamentar.
As novas ameaças de Trump aconteceram em entrevista ao canal americano NBC no domingo (30).
Os países ocidentais acusam há décadas o país do Oriente Médio de querer desenvolver armas nucleares, o que o governo iraniano nega. Teerã alega que seu programa tem apenas objetivos civis.
As respostas do Irã
O Irã não busca obter uma arma nuclear, mas “não terá outra opção” senão fazê-lo se for atacado pelos Estados Unidos, advertiu nesta segunda-feira (31) um conselheiro do líder supremo da República Islâmica. A fala foi feita após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país.
“Em algum momento, se vocês [Estados Unidos] optarem por bombardear (…) obrigarão o Irã a tomar uma decisão diferente”, afirmou Ali Larijani em uma entrevista na televisão estatal.
Estas declarações ocorreram horas depois de o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, prometer uma “resposta firme” em caso de ataque ao país.
“Eles estão ameaçando provocar danos (…) se for o caso, certamente haverá uma resposta firme”, disse Khamenei em um discurso em Teerã por ocasião do fim do Ramadã, o mês de jejum para os muçulmanos.
Embora não tenha mencionado explicitamente Trump, o discurso pareceu uma resposta às ameaças dos últimos dias.
Fonte: G1.