A pesquisa “Perseguidos e Esquecidos- Um Relatório sobre Cristãos Oprimidos por Sua Fé 2024-2026” revela uma piora nas condições enfrentadas por cristãos em 55% dos 18 países analisados.
Segundo o relatório publicado nesta terça-feira (27) pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), 413 milhões de cristãos vivem em nações onde ocorrem graves violações à liberdade religiosa; desses, cerca de 220 milhões estão diretamente expostos à perseguição.
O estudo também destaca que durante o período analisado, entre agosto de 2024 e junho de 2026, não houve melhora na situação em nenhum dos territórios em evidência.
“Nos últimos dois anos, a perseguição e a opressão contra os cristãos intensificaram-se devido à violência extremista, a governos autoritários e ao nacionalismo religioso”, diz o relatório, que examinou países onde as violações à liberdade religiosa contra cristãos são consideradas particularmente preocupantes.
Em muitos casos, o documento aponta uma intensificação da perseguição em regiões específicas, em vez de uma em escala nacional.
O relatório também reforça o deslocamento forçado de populações como um grave motivo de preocupação: os cristãos fazem parte de um êxodo mais amplo de pessoas obrigadas a deixar suas casas devido a conflitos na África e na Ásia ? conflitos alimentados, em parte, por motivações religiosas.
Somente na Nigéria, há milhões de cristãos entre as pessoas deslocadas internamente; ao mesmo tempo, a persistência da violência extremista em várias partes da África Subsaariana levanta receios de que tais deslocamentos possam levar a mudanças duradouras na composição religiosa das regiões afetadas.
Essa parte do continente africano está entre as regiões onde ocorrem violações graves, com grupos militantes islâmicos tendo expandido seu alcance por vastas partes do território. Seis dos dez países mais afetados pelo terrorismo, conforme apontado no Índice Global de Terrorismo de 2026, estão localizados na África.
Fonte: ANSA.
