Home GuerrasLíder iraniano chama protestos de ‘golpe’ e alerta EUA para risco de guerra regional

Líder iraniano chama protestos de ‘golpe’ e alerta EUA para risco de guerra regional

por Últimos Acontecimentos
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Em discurso para centenas de pessoas, o aiatolá Ali Khamenei abordou o recente movimento de protesto que abalou o país no início de janeiro de 2026. “A recente agitação se assemelhou a um golpe de Estado, que foi reprimido”, declarou o Líder Supremo. O líder iraniano discursava em Teerã, no 47º aniversário do retorno ao Irã do imã Khomeini, fundador da República Islâmica, em 1979, a quem ele sucedeu, dez anos depois.

Os americanos “querem retomar o controle deste país”, como faziam sob a monarquia, declarou Ali Khamenei. “Eles controlavam os recursos. Controlavam o petróleo. Controlavam a política… tudo lhes pertencia”, insistiu. O líder supremo afirmou que o Irã não se deixará intimidar pelas declarações de Donald Trump.

“Os Estados Unidos devem saber que, se iniciarem uma guerra contra o Irã, será uma guerra regional”, declarou o Aiatolá Khamenei.

Falando sobre Donald Trump, ele disse: “Este homem diz que enviou um porta-aviões. Isso não é novidade. Não devemos assustar os iranianos com tais ameaças”. Ao mesmo tempo, esclareceu que o Irã não iniciará uma guerra, mas responderá firmemente a qualquer ataque.

Os protestos no Irã, iniciados por causa do alto custo de vida, rapidamente se transformaram em um movimento contra o governo. Teerã reconhece mais de 3.000 mortes, número contestado por grupos de direitos humanos, que acusam o regime e a Guarda Revolucionária de repressão violenta. Washington e seus aliados também responsabilizam o Irã pela brutalidade da resposta estatal.

Khamenei acusou os manifestantes de atacar prédios públicos, forças de segurança e mesquitas, e de queimar exemplares do Alcorão. Para ele, os distúrbios foram fomentados pelos Estados Unidos e Israel. A tensão ocorre após os bombardeios americanos contra o Irã no ano passado, durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel. Trump voltou a ameaçar novos ataques, apesar de um discurso mais moderado nas últimas horas.

“Vergonha para Europa”

Em reação à decisão da União Europeia de incluir a Guarda Revolucionária em sua lista de organizações terroristas, o Parlamento iraniano declarou os exércitos europeus como “grupos terroristas”. Deputados apareceram na sessão vestidos com uniformes da Guarda e entoando slogans como “Morte aos Estados Unidos” e “Vergonha para a Europa”.

O clima em Teerã é de inquietação, com relatos de medo entre moradores. Os EUA enviaram navios de guerra ao Golfo, enquanto o Irã colocou suas Forças Armadas em alerta máximo. Mesmo assim, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que uma guerra não interessa a nenhum dos lados e que prioriza a via diplomática. Um assessor do governo mencionou progressos em negociações indiretas com Washington.

As potências ocidentais continuam pressionando Teerã por temerem ambições militares em seu programa nuclear, algo que o governo iraniano nega. A imprensa local mantém o tom agressivo: o jornal ultraconservador Kayhan afirmou que a “Ásia Ocidental é o cemitério dos Estados Unidos”, enquanto a agência Mehr noticiou que milhares de túmulos estariam preparados para soldados americanos.

Fonte: RFI.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

01 de fevereiro de 2026.

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