Home Arqueologia BíblicaDescoberta arqueológica no Sinai dá vida à advertência de Ezequiel em Pelúsio

Descoberta arqueológica no Sinai dá vida à advertência de Ezequiel em Pelúsio

por Últimos Acontecimentos
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Uma enorme bacia circular, com mais de 30 metros de diâmetro e que outrora estava cheia de água e lodo do Nilo, emergiu das areias do norte do Sinai, oferecendo um raro vislumbre de um antigo complexo ritual em um local há muito associado a uma cidade mencionada na Bíblia.

Autoridades egípcias anunciaram que a estrutura foi descoberta em Tell el-Farama, local amplamente identificado com a antiga cidade de Pelúsio. Muitos estudiosos também o associam à cidade bíblica de Sin, mencionada pelo profeta Ezequiel como uma importante fortaleza egípcia.

A escavação revelou uma bacia circular com aproximadamente 35 metros de diâmetro, cercada por canais e reservatórios, com múltiplos pontos de acesso. De acordo com o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a bacia era preenchida com água misturada com lodo do Nilo, simbolizando a devoção à divindade local Pelúsios, cujo nome deriva da palavra grega para lama. Os arqueólogos determinaram que a instalação esteve em uso desde o século II a.C. até o século VI d.C., abrangendo os períodos helenístico tardio, romano e bizantino.

A identificação do local com o Pecado bíblico confere ainda mais peso à descoberta. Nas Escrituras, Pecado é descrito como um “centro de poder” dentro das defesas do Egito. O profeta declara: “Derramarei a minha ira sobre Pecado, a fortaleza do Egito” (Ezequiel 30:15).

Os Sábios entendiam as referências proféticas ao Egito não apenas como geografia, mas como um símbolo de poder entrincheirado e resistência à autoridade divina. A posição de Pelúsio na fronteira nordeste do Egito, protegendo as vias de acesso à Terra de Israel, encaixa-se perfeitamente nessa descrição. Funcionava como uma porta de entrada militar e econômica, um papel que se alinha com a caracterização bíblica de Sin como um centro fortificado.

A descoberta se desenrolou ao longo de vários anos. Em 2019, arqueólogos desenterraram parte de uma estrutura circular de tijolos vermelhos. Inicialmente considerada um edifício cívico, escavações posteriores revelaram uma “instalação sagrada de água” ligada a práticas rituais. O projeto da bacia, incluindo seus canais e reservatórios, aponta para um sistema complexo destinado ao uso cerimonial, e não a um simples armazenamento.

Sherif Fathy, ministro do turismo e antiguidades do Egito, afirmou que a descoberta “reforça a importância estratégica e arqueológica do norte do Sinai, região rica em sítios promissores que ainda guardam muitos segredos”.

Anúncios recentes vindos do Egito destacaram novas descobertas, incluindo um conjunto de rolos de papiro com quase 3.000 anos e as ruínas de um mosteiro dos primeiros séculos do monasticismo cristão. Essas descobertas, em conjunto, apontam para a longa importância religiosa da região ao longo de diversas eras.

Para os leitores da Bíblia, a descoberta da infraestrutura ritual de Pelúsio esclarece o contexto histórico da profecia de Ezequiel. O versículo menciona uma cidade real, um portão fortificado e, agora, por meio da arqueologia, um local de rituais com água ligados a cultos estrangeiros. Os vestígios físicos descobertos em Tell el-Farama trazem essa realidade à tona, fundamentando as palavras proféticas na poeira e na pedra de uma cidade que outrora se erguia na fronteira do poder egípcio.

Fonte: Israel 365.

05 de maio de 2026.

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