Cerca de 30 passageiros que deixaram o navio antes da confirmação do surto de hantavirus estão sendo rastreados por autoridades de saúde em vários países, segundo informou o jornal americano The Washington Post.
O que aconteceu
Objetivo é conter surto ligado a navio de cruzeiro. O vírus identificado é provavelmente a cepa Andes —um tipo de hantavírus encontrado principalmente na Argentina e no Chile. Especialistas investigam agora se os primeiros infectados pegaram o vírus na Argentina antes de embarcar ou durante excursões da expedição, acrescentou a reportagem.
Passageiros e contatos próximos estão sendo monitorados em 12 países. Estão na lista, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Alemanha e Suíça, entre outros. Até agora, foram registrados oito casos suspeitos ou confirmados e três mortes.
OMS afirmou que o risco para a população em geral continua baixo. As autoridades, no entanto, acompanham o caso devido ap longo período de incubação do vírus, que pode chegar a seis semanas.
Embarcação onde foram registrados casos saiu da Argentina. O navio de cruzeiro MV Hondius iniciou a rota em Ushuaia, no sul da Argentina, no dia 1º de abril, e seguiu rumo a Cabo Verde, na África. Agora, a embarcação continua a viagem até as Ilhas Canárias, na Espanha.
Casal holandês teve primeiros sintomas. Eles haviam feito uma viagem de observação de aves pela Argentina, Chile e Uruguai antes de entrar no navio, passando por áreas onde há roedores capazes de transmitir o vírus.
O que é a cepa Andes
Vírus causa a chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Ela é considerada uma doença rara, mas grave, que pode provocar febre, falta de ar e insuficiência respiratória.
Cepa Andes é diferente da maioria dos hantavírus porque pode ser transmitida entre pessoas em algumas situações. Normalmente, hantavírus passam apenas de roedores para humanos, por meio do contato com urina, fezes ou saliva de ratos contaminados.
Doença pode ser grave porque afeta rapidamente os pulmões e o sistema cardiovascular. Mesmo assim, surtos costumam ser limitados e monitorados por autoridades de saúde.
Fonte: UOL.
