Trump elevou a pressão sobre o Irã ao ameaçar uma nova guerra caso Teerã não aceite os termos dos EUA para limitar o programa nuclear, dizendo que o país precisa agir rápido “ou não sobrará nada”, enquanto negociações seguem paralisadas, tensões no estreito de Ormuz afetam o petróleo e Washington e Israel preparam possível retomada de ataques.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã, ameaçando uma nova guerra caso Teerã não aceite os termos norte-americanos para limitar o programa nuclear. O Irã, fortalecido, rejeitou as exigências, mantendo as negociações paralisadas há semanas e elevando a tensão em torno do estreito de Ormuz, ponto crucial para o transporte global de petróleo.
Em nova mensagem nas redes sociais, Trump afirmou que o Irã precisa agir rápido “ou não sobrará nada”, dizendo ainda que “o tempo está se esgotando”. Ele não estabeleceu prazos, repetindo ameaças feitas nos últimos dois meses sem que tenham sido cumpridas. Enquanto isso, o Irã insiste em não aceitar as condições impostas pelos EUA.
Teerã apresentou mais uma contraproposta por meio do Paquistão, que atua como mediador no conflito. Questionado sobre as ameaças de Trump, o porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei declarou: “Não se preocupem, sabemos muito bem como responder.” Autoridades iranianas já prometeram forte retaliação caso sejam novamente atacadas pelos EUA ou por Israel.
No Pentágono, cresce a expectativa de que a operação Fúria Épica — suspensa após o cessar-fogo do mês passado — possa ser retomada nos próximos dias.
Fontes do Oriente Médio afirmaram à mídia norte-americana que Estados Unidos e Israel realizam seus maiores preparativos militares desde a trégua, com possibilidade de novos ataques já nesta semana.
A guerra começou no fim de fevereiro com um ataque conjunto EUA-Israel contra o Irã, arrastando grande parte do Oriente Médio para o conflito. Analistas, porém, apontam que bombardeios aéreos dificilmente forçarão o Irã a ceder, enquanto uma operação terrestre para apreender urânio enriquecido colocaria soldados norte-americanos em risco e ampliaria a rejeição interna à guerra.
Diante do impasse, Trump tentou uma campanha de pressão para reabrir o estreito de Ormuz, incluindo o breve Projeto Liberdade, que pretendia escoltar navios presos na hidrovia. A iniciativa durou apenas um dia e foi suspensa para permitir novas negociações, sem resultados concretos até agora.
O cenário permanece de alta tensão, com negociações estagnadas, ameaças públicas e movimentações militares intensas, enquanto Washington tenta forçar um acordo e Teerã demonstra disposição para resistir.
