Cuba se defenderá contra qualquer agressão, assegurou o Ministério das Relações Exteriores do país caribenho em publicação no X. O comentário é feito em meio à crescente pressão dos Estados Unidos sobre Havana.
“Se Cuba for atacada, exercerá seu direito à autodefesa”, disse a chancelaria cubana.
O esforço contra Havana para justificar uma agressão militar contra Cuba está se intensificando a todo o momento, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da nação caribenha, Carlos Fernández de Cossío.
Neste domingo (17), o ministro Bruno Rodríguez, em discurso durante um evento de solidariedade a Cuba em Nova Deli, ressaltou que Havana enfrenta atualmente uma das situações mais graves de sua história contemporânea.
“Isso não é paranoia nem um erro de julgamento. Declarações repetidas de autoridades de alto escalão e as próprias ações do governo norte-americano confirmam essa situação”.
O ministro também destacou que Cuba não representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e chamou essa hipótese de “mentira deliberada”.
“É o meu país que está sendo ameaçado e atacado”, acrescentou.
Em reportagem no sábado (17), o The New York Times, citando funcionários do alto escalão do governo norte-americano, revelou que os EUA não descartam a possibilidade de o ex-líder cubano Raúl Castro ser sequestrado em uma operação semelhante à realizada recentemente na Venezuela contra o presidente Nicolás Maduro.
