O surto está concentrado na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, onde o conflito, os deslocados internos, uma grande comunidade migrante e as instalações de saúde com poucos recursos tornam particularmente difícil conter a propagação.
O grupo de Oxford está utilizando a plataforma de vetor viral ChADOx1, que serviu de base para a vacina Oxford-AstraZeneca contra a COVID-19, e adaptando-a para uso contra a cepa Bundibugyo do Ebola. Isso se baseia em um trabalho anterior de desenvolvimento de uma vacina contra outra cepa do Ebola em 2022.
Desenvolvimento de uma vacina – três etapas:
O desenvolvimento de uma vacina normalmente envolve três etapas: ensaios pré-clínicos, testes em animais e fabricação de lotes da vacina para uso em ensaios clínicos em humanos, explica Lambe. “Como estamos usando uma plataforma tecnológica na qual acumulamos muito conhecimento sobre como produzir esses tipos de vacinas, estamos tentando executar cada uma dessas etapas simultaneamente.”
Lambe afirma que já começaram a testar a vacina em pequenos animais, enquanto fabricam lotes para ensaios clínicos, acrescentando que esperam realizar um ensaio clínico de fase um “relativamente em breve, e certamente mais rápido do que se faria normalmente”.
“A questão não é realmente se podemos criar uma vacina contra o Ebola, porque é muito claro que isso é possível”, explica Makinson, pesquisador de pós-doutorado no grupo de Lambe.
“O grande desafio é conseguir desenvolver essas vacinas… quando não há um surto em curso, e depois garantir que elas estejam disponíveis quando e onde os surtos ocorrerem.”
