O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, desafiou hoje o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que as Forças de Defesa de Israel não deixarão o sul do Líbano. A saída israelense do território é uma das exigências feitas pelo Irã para o fim da guerra na região do Oriente Médio.
O que aconteceu
Katz afirmou que nem mesmo os EUA forçarão Israel a deixar o sul libanês. “Não vamos nos retirar, nem mesmo se houver exigência do governo dos Estados Unidos”, declarou o ministro israelense durante discurso em Tel Aviv. A Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto.
Ministro também disse que os mais de 200 mil libaneses que foram forçados a deixar suas casas serão impedidos de retornar. “O que aconteceu no passado em zonas de segurança, onde também havia uma população civil [presente], foram ataques com bombas à beira de estradas e atentados contra os soldados [israelenses]. Portanto, não permitiremos isso [que os civis voltem para suas casas]”, completou Katz.
Israel criou uma espécie de “zona de segurança” para que suas tropas possam atuar no sul do Líbano. Apesar das advertências feitas por Trump para que as forças israelenses cessem os ataques no território libanês, o governo de Benjamin Netanyahu tem mantido as investidas sob a justificativa de combater membros do grupo pró-Irã Hezbollah.
Hoje, Israel anunciou a morte de dois supostos membros do Hezbollah. Conforme autoridades do país, “dois terroristas armados” foram mortos na Cordilheira Ali al-Taher, no sul do Líbano, próximo à fronteira israelense. Ontem, o país já havia realizado mais ataques e o Hezbollah acusou Netanyahu de violar o cessar-fogo acordado entre EUA e Irã, que beneficia o Líbano.
Netanyahu posta indireta nas redes sociais. Em meio a esses impasses, o premiê israelense publicou um vídeo acompanhado de legenda em que afirma: “Não me renderei”.
Cessar-fogo
Israel concordou em um cessar-fogo temporário com o Hezbollah na semana passada. Apesar disso, as tropas israelenses permanecem no território libanês e têm realizados ataques quase diários. Em contrapartida, Israel acusa o grupo pró-Irã de lançar foguetes contra seu território.
Situação no Líbano põe em risco negociações para paz entre EUA e Irã. O regime iraniano afirmou que o fim da guerra no Líbano “é tão importante quanto o fim da guerra no Irã”.
Guerra entre Israel e Hezbollah já deixou mais de 4.000 mortos no Líbano. O atual conflito foi deflagrado em março e também já resultou em milhares de feridos e dezenas de milhares de pessoas deslocadas de suas casas, segundo dados divulgados pelo governo libanês.
Fonte: UOL.
