A França registrou, na semana de 22 a 28 de junho, período em que foram vividos os picos da recente onda de calor, pelo menos 2.025 mortes a mais do que na semana anterior, segundo informou na sexta-feira (03/07) a ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.
Cerca de 85% dessas mortes foram de pessoas com 65 anos ou mais, e o aumento ocorreu particularmente nos domicílios.
Em entrevista ao canal de televisão francês TF1, Rist detalhou que este balanço inclui apenas as mortes notificadas por meio de certificados de óbito eletrônicos, que habitualmente representam cerca de 60% do total. Os números, portanto, são provisórios e mudarão quando forem incluídas também as mortes registradas com certificados em papel.
De qualquer forma, no momento, os dados compilados pela agência Santé Publique France revelam que o aumento de mortes na semana de calor intenso – embora nem todas possam ser atribuídas diretamente à onda de calor – foi de quase 30% em relação à semana anterior.
A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, também indicou que, desde 19 de junho e com o início da onda de calor que afetou grande parte do país, “mais de 90 pessoas” morreram afogadas, uma cifra “inquietante” que diminuiu com o fim das temperaturas extremas.
O Ministério da Saúde francês indicou num comunicado que este aumento foiparticularmente elevado em Île-de-France, região de Paris, onde foram registadas 619 mortes adicionais (62%) durante o mesmo período. A imprensa local apontou que várias funerárias da capital ficaram sobrecarregadas com o número de mortes.
Bélgica: aumento de 39% na média de mortes
A vizinha Bélgica registrou um aumento de 39% na mortalidade, totalizando 1.222 mortes adicionais, entre 18 e 29 de junho. As autoridades belgas afirmaram que esse número representa o maior número diário de mortes no país desde a primeira onda do coronavírus.
“De acordo com dados preliminares, a Bélgica registou um excesso de mortalidade de 39% [mais 1.222 mortes] entre quinta-feira, 18 de junho, e segunda-feira, 29 de junho”, explicaram as autoridades de saúde belgas num comunicado.
“Tal excesso de mortalidade durante uma onda de calor é inédito no nosso país. A onda de calor foi excecional, com sete dias em que as temperaturas ultrapassaram os 30° Celsius. As noites, em particular, foram anormalmente quentes”, afirmaram autoridades de saúde belgas num comunicado.
Quase metade destas mortes (530) aconteceu entre pessoas com 85 anos ou mais.
O pico de mortalidade foi atingido no sábado, 27 de junho, com “um total de 572 mortes registadas”, especificou o comunicado do Ministério da Saúde belga.
Embora a Bélgica não tenha oficialmente batido os seus recordes de temperatura para junho, as temperaturas atingiram os 35°C em Bruxelas durante vários dias consecutivos e os 38º ou 40°C em algumas zonas.
Fonte: DW.
