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Calor já mata quase 10 mil na Alemanha em 2026

por Últimos Acontecimentos
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Quase 10 mil pessoas morreram por causas associadas ao calor na Alemanha desde o início do ano, segundo estimativas divulgadas nesta quinta-feira (30/07) pelo instituto alemão Robert Koch (RKI). O órgão federal vinculado ao Ministério da Saúde é referência em saúde pública no país.

De acordo com o RKI, os números, calculados até 19 de julho, já superam o registrado em qualquer ano completo desde o início da série recente de monitoramento. O recorde anterior havia sido estabelecido em 2018, com 9 mil mortes ao longo de todo o ano.

Os idosos foram os mais afetados. Quase 7.900 das mortes ocorreram entre pessoas com 75 anos ou mais. As ondas de calor elevam regularmente a mortalidade sobretudo em pacientes com doenças pré-existentes. Na maioria dos casos, a temperatura não é tratada como causa direta da morte, mas agrava quadros de saúde já existentes.

Diante de uma nova onda de calor  no país, políticos da oposição, entidades de defesa dos pacientes e representantes dos municípios cobram mais investimentos em adaptação climática.

Partidos criticam ação do governo

A deputada oposicionista Evelyn Schötz, responsável pelos temas de assistência à terceira idade no partido A Esquerda, afirmou que as casas de repouso alemãs não estão suficientemente preparadas para enfrentar novas ondas de calor.

“Para muitas pessoas, o calor é apenas desconfortável. Para quem necessita de cuidados permanentes, pode representar risco de perder a vida”, disse. Segundo ela, já existem recomendações nacionais para planos de proteção contra o calor em instituições de longa permanência, mas elas precisam ser efetivamente implementadas.

O partido defende investimentos públicos para tornar as instituições de cuidados “resistentes ao calor”, com medidas como sombreamento, sistemas de refrigeração e adaptações estruturais dos edifícios.

O presidente da Fundação Alemã de Proteção aos Pacientes, Eugen Brysch, estimou que seriam necessários 30 bilhões de euros (R$ 175 bilhões) para adaptar hospitais, casas de repouso e outros edifícios às novas condições climáticas. Ele defendeu ainda que novas construções sejam projetadas para manter temperaturas internas abaixo de 25 °C e que os requisitos de proteção contra o calor sejam incorporados às normas de construção em todos os estados alemães.

Membros de partido governista também sugerem medidas urgentes

O ex-ministro da Saúde Karl Lauterbach, do Partido Social-Democrata (SPD), que compõe o governo, também pediu medidas urgentes. Em entrevista ao jornal Rheinische Post, ele afirmou que milhares de vidas podem ser salvas por meio da adoção de sistemas de informação sobre calor, salas climatizadas e estruturas de resfriamento em áreas públicas.

Lauterbach defendeu ainda mudanças de longo prazo no planejamento urbano. Segundo ele, será necessário ampliar áreas verdes, reduzir superfícies impermeabilizadas e adaptar as cidades à maior frequência das ondas de calor.

A líder do Partido Verde, Franziska Brantner, acusou o governo federal de não agir diante do aumento das mortes relacionadas ao calor. Para ela, a situação deixou de ser um tema secundário e passou a representar uma ameaça imediata à população.

Brantner propôs investimentos em adaptação climática, incluindo áreas de sombra, bebedouros públicos, além da ampliação de parques, espaços verdes e áreas com água nas cidades.

Fonte: DW.

“…e grandes sinais do céu.” Lucas 21:11

30 de julho de 2026.

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