Os ataques iranianos contra postos de inteligência e equipamentos dos EUA durante a recente guerra causaram prejuízos de bilhões de dólares, informou a NBC na quarta-feira, citando quatro pessoas com conhecimento do assunto.
Ataques com mísseis e drones contra alvos americanos no Oriente Médio forçaram o Congresso dos EUA a destinar verbas para reparos, segundo duas fontes citadas na reportagem.
Além disso, algumas das instalações e equipamentos visados pelo Irã são compartilhados com as forças armadas dos EUA, disseram as fontes, acrescentando que essa guerra representa uma ameaça sem precedentes para a CIA e outras agências de inteligência americanas.
Alguns dos locais ligados à inteligência atingidos durante a guerra incluem uma estação da CIA em Riade, uma instalação no leste do Iraque e outros equipamentos de radar e vigilância em toda a região, informou a NBC, citando autoridades americanas e do Golfo familiarizadas com o assunto.
Esses ataques levantaram questionamentos dentro das forças armadas e da comunidade de inteligência dos EUA sobre a capacidade do país de defender seus ativos, acrescentou o relatório.
O Irã atacou sistemas de radar nos primeiros dias da guerra e carece de interceptores.
Segundo o relatório, a CIA mantém dezenas de bases em todo o Oriente Médio, incluindo as chamadas “estações” em embaixadas.
A CIA, assim como o Departamento de Estado e a Casa Branca, não responderam ao pedido de comentário da emissora.
Nos primeiros dias da Operação Epic Fury, o Irã atacou vários radares de baterias de defesa aérea dos EUA, conforme mostraram imagens de satélite e fotos divulgadas online.
Essas imagens mostram um sistema de radar AN/TPY-2 destruído na Jordânia, um radar de varredura eletrônica AN/FPS-12 destruído no Catar, além de sistemas danificados nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.
Em julho, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) publicou um relatório estimando que, entre fevereiro e julho, cerca de 65% dos interceptores Patriot haviam sido utilizados e que o número de interceptores de mísseis balísticos THAAD nos estoques dos EUA era pelo menos 38% menor do que no início da guerra.
