Home GuerrasEnviados de Trump podem ir a Rússia e Ucrânia no fim de semana

Enviados de Trump podem ir a Rússia e Ucrânia no fim de semana

por Últimos Acontecimentos
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Os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que lideram os esforços para intermediar um acordo de paz para a Ucrânia, visitarão a Rússia e a Ucrânia no sábado (5) e no domingo (6), informou a agência de notícias russa TASS, citando uma fonte.

Não houve confirmação imediata da informação. O Kremlin se recusou a comentar.

Kushner é cunhado de Trump, casado com a filha Ivanka; Witkoff é um empresário do mercado imobiliário e enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio e para Missões de Paz do governo.

Os dois estiveram em Moscou pela última vez em janeiro, quando participaram de uma reunião de quatro horas, durante a madrugada, com o presidente Vladimir Putin no Kremlin.

As discussões sobre a ida dos negociadores americanos à Ucrânia ainda estavam em andamento, e o dia 6 de setembro era considerado uma possível data, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

Se a viagem ocorrer, será a primeira visita dos dois a Kiev.

“Os russos não querem que eles visitem Kiev e estão tentando fazê-los mudar os planos”, acrescentou a fonte.

Ainda existe uma grande distância entre Rússia e Ucrânia sobre como encerrar a guerra, que já dura quatro anos e meio e é o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Putin tem exigido repetidamente que a Ucrânia ceda mais território, enquanto Kiev rejeita termos que considera equivalentes à rendição.

As últimas negociações entre Rússia e Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos ocorreram em fevereiro, pouco antes de os Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã.

Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma viagem a Moscou para alertar o serviço secreto russo sobre as consequências de um eventual ataque a países membros da OTAN.

A missão foi a primeira de um diretor da agência à capital russa desde 2021, quando o diretor da CIA no governo de Joe Biden, William Burns, foi pessoalmente avisar o presidente russo, Vladimir Putin, contra a ideia de invadir a Ucrânia — advertência que não foi acatada, já que a ofensiva ocorreu três meses depois.

Fontes ouvidas pela CNN confirmaram que o objetivo de Ratcliffe foi semelhante ao de seu antecessor: comunicar a Putin as consequências de uma possível ação militar russa contra nações integrantes da aliança. No entanto, Donald Trump negou publicamente essa narrativa e afirmou não estar preocupado com tal possibilidade.

Preocupação cresce entre aliados dos Estados Unidos

A preocupação com uma escalada russa é real entre os aliados americanos. O temor central é de que Putin possa se sentir encorajado a novas ofensivas diante de um afastamento gradual dos Estados Unidos em relação à OTAN.

Episódios recentes alimentam essa inquietação: a polícia alemã encontrou um drone russo com explosivos em um aeroporto, e outros armamentos atingiram um prédio residencial na Romênia.

Documentos de inteligência americanos também apontam para a possibilidade de um ataque limitado a países da aliança nos próximos anos, com cenários que incluem ciberataques e pequenas incursões para testar a coesão do bloco militar.

Segundo Vitelio Brustolin, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador de Harvard, a estratégia russa visa justamente criar uma cisão no interior da OTAN.

“Se Putin consegue, com uma operação simples e barata, criar uma discussão entre Estados Unidos e países europeus, entre países europeus ocidentais e orientais, entre os governantes e as populações desses países, ele tem uma vitória estratégica”, afirmou.

Para o pesquisador de Harvard, o fato de Trump minimizar publicamente a visita de Ratcliffe é, em si, uma resposta calculada: reconhecer o real peso da missão já entregaria ao Kremlin aquilo que ele deseja — a dúvida sobre a solidez da aliança.

Fonte: CNN.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

04 de setembro de 2026.

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