Home TerremotosBig One no Alasca poderia gerar ondas de até 6m ao largo da costa de Washington

Big One no Alasca poderia gerar ondas de até 6m ao largo da costa de Washington

por Últimos Acontecimentos
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De acordo com o novo mapeamento de risco de tsunami, um terremoto de magnitude 9.2 no oceano, teria a capacidade de gerar ondas significativas em alto mar em direção à costa de Washington, incluindo a área de Puget Sound, um sistema de ilhas e baías interligadas com o Estreito de Juan de Fuca, na costa noroeste do estado.

Toda a área estaria vulnerável, segundo as novas projeções divulgadas pelas autoridades estaduais de gestão de emergências e de recursos naturais. O relatório recente mostra ainda qual seria a profundidade de inundação ao longo da costa de Washington.

Inundações de três metros de profundidade

Numa situação hipotética de um terremoto de tal magnitude, a primeira onda começaria a atingir a costa a partir de 3 horas e meia do sismo. O risco de tsunami seria mantido por 24 horas ou mais, sendo que os danos maiores não necessariamente aconteceriam no primeiro impacto costeiro.

Os modelos mostram com precisão que as maiores ondas seriam registradas ao longo da costa perto da localidade de Westport, onde a altura poderia passar dos 6 metros em alto mar.

Em localidades como Grays Harbor e Willapa Bay, a água poderia atingir cerca de 3 metros de profundidade na linha da costa.

Pelos modelos, o tsunami chegaria ao Estreito de Juan de Fuca e canais vizinhos, podendo chegar à fronteira com o Canadá.

No cenário projetado, o abalo sísmico hipotético teria seu epicentro localizado nas placas tectônicas do Alasca e da região das Ilhas Aleutas, uma na zona de subducção onde a placa do Pacífico “mergulha” sob a placa continental da América do Norte.

Segundo pesquisadores, é nesta área que um terremoto deve direcionar a maior energia e ondas potenciais em direção a Washington.

O Alasca pode ter um Big One?
O estado norte-americano do Alasca já foi palco de um grande terremoto em 27 de março de 1964, que gerou um tsunami devastador durante cerca de 5 minutos, deixando um saldo de 131 mortos. O evento ficou conhecido como o Grande Terremoto do Alasca ou da Sexta-feira Santa. Foi o segundo maior terremoto registrado na história e o maior da América do Norte.

Pelas estatísticas, o Alasca concentra sozinho 11% da energia sísmica do planeta. As chances de um novo Big One existem e são projetadas pelos modelos num intervalo de cerca de 600 anos, mas os cientistas ainda não conseguem prever quando o evento irá acontecer.

Grandes terremotos nas últimas sete décadas
Além do arrasador terremoto de 1964, outros sismos potentes já atingiram o Alasca nas últimas sete décadas.

Um terremoto de magnitude 8.7 em 1965 atingiu as Ilhas Rat, gerando um mega tsunami na Ilha Shemya, um sismo de magnitude 8.6 em 1957 ocorreu nas Ilhas Andreanof e despertou o vulcão Monte Vsevidof e outro abalo de magnitude 8.2 em 2021, atingiu a costa próxima a Perryville, mas sem vítimas fatais.

Toda a modelação de tsunamis entre a costa do Alasca e a costa leste dos Estados Unidos foi realizada pelo Centro de Investigação de Tsunamis da NOAA , pelo Grupo de Modelação de Tsunamis da Universidade de Washington e pelo Serviço Geológico de Washington.

O objetivo é que os resultados sirvam de apoio para ações públicas de preparação de situações de emergência e evacuações, além de decisões sobre o uso do solo.

Fonte: Painel Global.

“…, e terremotos, em vários lugares.” Mateus 24:7

04 de setembro de 2026.

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