Home GuerrasA pedido de Trump, Escudo das Américas anuncia sanções conjuntas a PCC e CV, entre outros grupos ‘narcoterroristas’

A pedido de Trump, Escudo das Américas anuncia sanções conjuntas a PCC e CV, entre outros grupos ‘narcoterroristas’

por Últimos Acontecimentos
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Após um pedido do governo Trump, os membros do Escudo das Américas assinaram um acordo nesta terça-feira (22) para designar formalmente as facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas” e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados como alvos da proposta.

“Escudo das Américas” é uma coalizão lançada pela administração Trump que reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, incluindo vizinhos do Brasil, como Argentina, Bolívia e Peru.

“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — as quais põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito de nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz o documento assinado pelos membros da Aliança e divulgado pelo Departamento de Estado.

“Nesse sentido, declaramos nossa intenção de impor, conforme aplicável e em conformidade com nossas respectivas obrigações legais internacionais e internas: o congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações, entre outras medidas. Esta primeira ação conjunta concentrar-se-á nas 24 organizações listadas abaixo, independentemente da denominação que recebam em cada um de nossos países”, diz o texto, que elenca PCC e CV entre os alvos das medidas.

O documento diz que acionará um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos para viabilizar a medida.

Assinam o texto todos os membros plenos do Escudo das Américas: Estados Unidos da América, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

Um dos objetivos declarados pela coalizão é o combate aos cartéis de drogas, tema abordado pelo republicano em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, mais cedo nesta terça.

“Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.

Trump prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental e disse que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso.

O discurso vai ao encontro da chamada “Doutrina Donroe” que tem marcado a política externa dos EUA no segundo mandato de Trump.

“Donroe”, um trocadilho que mistura Donald com Monroe, é uma referência à Doutrina Monroe, estabelecida no século 19, que busca manter as Américas como área de influência — ou “quintal” — dos EUA, não deixando que outras potências aprofundem relações com países do continente.

O continente é frequentemente mencionado por membros do governo Trump como “nosso quintal”.

A fala contrasta com a do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, que subiu ao púlpito do plenário da ONU pouco antes do americano. Lula defendeu o multilateralismo, a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos.

“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse Lula, em seu discurso.

Inclusão de traficantes na lista de terroristas

O governo Trump classificou as facções brasileiras como “terroristas globais”. O governo brasileiro discorda da denominação.

Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública”.

Em maio do ano passado, após ser questionado por uma comitiva americana sobre o assunto em uma reunião no Ministério da Justiça, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sabburro, explicou a diferenciação brasileira.

“Estas organizações criminosas [brasileiras] não têm qualquer viés ideológico, não têm qualquer viés político, religioso, não querem mudar o sistema. Muito pelo contrário, elas pretendem a prática de infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário.

Escudo das Américas

O grupo fundado por Trump com outros países americanos promoveu uma única reunião de cúpula, em março de 2026.

A iniciativa é vista por analistas como uma tentativa de afastar a América Latina da esfera de influência da China.

Fonte: G1.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

22 de setembro de 2026.

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