Mais de 270 clérigos católicos abusaram sexualmente de quase 1.000 crianças em três dioceses de Massachusetts ao longo de um século, concluiu a Procuradoria-Geral do estado. O relatório foi divulgado hoje e noticiado pelo The New York Times.
O que aconteceu
A investigação abrange as dioceses de Fall River, Springfield e Worcester. A Procuradoria-Geral afirma que autoridades da Igreja sabiam dos abusos cometidos por padres e outros funcionários, mas não fizeram o suficiente para evitá-los ou investigar falhas institucionais.
As dioceses mantiveram padres no ministério por anos mesmo após denúncias de abuso sexual infantil. O relatório aponta falhas em treinamento, apuração, supervisão e manutenção de registros, inclusive depois de reformas anteriores.
Em alguns casos, padres foram suspensos sem que fiéis ou outros padres recebessem explicações. Andrea Campbell, procuradora-geral de Massachusetts, disse que cada número representa uma criança cuja segurança foi violada, uma família que mudou para sempre e um sobrevivente que carregou o trauma desse abuso por anos e, em muitos casos, décadas.
Apurações sobre a Igreja nos EUA
O relatório amplia o foco para além da Arquidiocese de Boston, onde denúncias de abusos abalaram a Igreja Católica no início dos anos 2000. O caso levou a anos de escrutínio sobre padres que atuaram na arquidiocese.
Investigações de procuradorias estaduais e promotorias locais já registraram abusos cometidos por centenas de padres contra milhares de crianças desde o início dos anos 2000. Poucos casos resultaram em processos criminais porque muitos religiosos morreram ou as acusações surgiram tarde demais para permitir denúncias.
Fonte: UOL.
