O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, alertou para o risco de uma terceira guerra mundial caso o conflito ucraniano não seja interrompido, observando que o presidente dos EUA, Donald Trump, está atualmente impedindo um conflito global.
Lukashenko explicou que não é coincidência que se refira “com tanta frequência aos americanos”, porque, embora estejam fora da região, “muito depende deles”.
“Mas, na verdade, Trump, com suas ações, por mais contraditórias que sejam, está, por ora, impedindo uma terceira guerra mundial, que poderia eclodir em forma nuclear. E eles não poderão mais se esconder disso atrás do oceano”, declarou.
Lukashenko pediu o fim do conflito em torno da Ucrânia, conforme proposto por Trump, independentemente de o presidente americano estar agindo por razões políticas internas dos EUA ou não.
Ele reiterou que, se a situação na Ucrânia se agravar, o mundo “quase certamente mergulhará na Terceira Guerra Mundial”.
Belarus para negociações de paz
Apesar de seus alertas sobre o perigo de escalada, o presidente expressou sua convicção de que o conflito terminará em breve devido ao esgotamento geral. “A guerra ucraniana terminará nos próximos meses. Essa é a minha opinião pessoal. Acabou: não há mais forças, não há mais recursos, todos estão cansados”, afirmou.
Lukashenko reiterou que “não há alternativa senão uma solução pacífica” e propôs a retomada das negociações de paz em território nacional.
“Se vocês querem chegar a um acordo — e eu me dirijo àqueles que querem negociar — por favor, venham. Venham a Minsk […] como fazíamos antes, vamos chegar a um acordo”, insistiu.
Ele também esclareceu que não busca “desempenhar o papel de mediador”, mas participar diretamente do diálogo, porque Belarus está envolvida no conflito e seus interesses nas negociações de paz “são muito sérios”.
- Lukashenko fez as declarações durante seu discurso na 4ª Conferência Internacional de Minsk sobre Segurança Eurasiática, realizada nos dias 3 e 4 de novembro.
- O fórum reúne mais de 600 delegados de 50 países, incluindo representantes da China, Índia, EUA, Suíça, Itália, Myanmar, Camboja, Quirguistão e Tadjiquistão.
