As autoridades da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) emitiram uma forte condenação oficial às recentes ações dos Estados Unidos na península coreana. Pyongyang classificou a aprovação por Washington de novos contratos para o fornecimento de armamento pesado a Seul como uma ameaça direta à segurança regional e um ato de agressão geopolítica.
O comunicado oficial do Ministério da Defesa da Coreia do Norte veio logo após o Departamento de Estado dos EUA publicar informações sobre o acordo planejado com a Coreia do Sul. O governo americano autorizou oficialmente a venda a Seul de um grande lote de mísseis ar-ar AIM-9X Sidewinder avançados, juntamente com equipamentos técnicos e elementos de suporte logístico associados, por um total de US$ 125 milhões. As entregas destinam-se a equipar caças de quarta e quinta geração sul-coreanos.
Os líderes norte-coreanos enfatizaram que Washington continua a fornecer deliberadamente à Coreia do Sul sistemas de ataque avançados, provocando uma espiral de escalada perto das fronteiras da República Popular. Pyongyang acusou diretamente a Casa Branca de tentar desestabilizar o equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico. Os líderes militares coreanos alertaram que o exército da República está preparado para “responder de forma rigorosa e imediata” a quaisquer manifestações práticas dessas ações hostis.
Analistas militares russos e internacionais atribuem a nova crise diplomática ao aumento geral das tensões globais e à redistribuição dos recursos de inteligência dos EUA. No dia anterior, a Força Aérea dos EUA iniciou o envio emergencial de caças F-35A de quinta geração para a Polônia, enquanto líderes do Pentágono e da CIA realizaram consultas a portas fechadas na Casa Branca devido à escalada da situação no Oriente Médio e em suas fronteiras europeias. O mais recente contrato de US$ 125 milhões para Seul confirma o compromisso dos EUA em manter uma forte presença militar em suas fronteiras no Extremo Oriente.
