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Cristãos no Irã são pressionados e têm igreja histórica confiscada

por Últimos Acontecimentos
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Após o conflito entre Irã e Israel, o governo iraniano intensificou sua repressão contra os cristãos, especialmente os de origem muçulmana e membros de igrejas domésticas.

De acordo com um artigo de opinião publicado no The Christian Post, as autoridades têm utilizado o cenário pós-guerra para justificar o aumento da vigilância, das prisões, do confisco de propriedades e da pressão crescente sobre as comunidades cristãs, apresentando essas ações como necessárias para proteger a segurança nacional.

O artigo também destaca a tomada da histórica Igreja Presbiteriana de São Pedro, em Teerã, como um poderoso símbolo dessa campanha mais ampla.

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas relataram que líderes da igreja foram ameaçados de prisão caso se recusassem a cumprir as ordens das autoridades, enquanto moradores cristãos que viviam no complexo da igreja foram forçados a deixar suas casas.

Confisco da igreja e ameaças recebidas

Defensores da liberdade religiosa afirmam que o incidente reflete uma campanha cada vez mais intensa de intimidação contra a minoria cristã do Irã e um esforço mais amplo para restringir o culto cristão e a vida comunitária dos fiéis.

Asad, filho de um ex-líder da Igreja Presbiteriana no Irã, afirma:

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Cristãos no Irã muitas vezes precisam se reunir em segredo (foto representativa)

Como foi feita a tomada da igreja?

Em junho de 2026, a Igreja Presbiteriana de São Pedro havia feito um apelo internacional após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) ameaçar confiscar os bens da igreja.

Líderes da igreja afirmaram que a congregação recebeu ordem para desocupar o complexo em até três semanas, sob pena de prisão. Os moradores, muitos deles cristãos de língua armênia e assíria, estariam vivendo com medo após a entrada de autoridades no local exigindo que deixassem a propriedade.

Segundo a igreja, a Guarda Revolucionária emitiu uma nova escritura em seu próprio nome, reivindicando efetivamente a propriedade do local e transformando membros e residentes da igreja, que há muito tempo ocupam o espaço, em supostos invasores.

A disputa ocorreu após a alegação do confisco de um jardim de dez mil metros quadrados pertencente à igreja e pouco tempo depois da demolição da histórica Igreja Presbiteriana de Mashhad, no Nordeste do Irã, em 4 de junho.

Outros desafios constantes no Irã

Iranianos em geral têm enfrentado duas das principais consequências psicológicas que são o medo e o esgotamento econômico.

A ameaça constante de guerra gera ansiedade em relação à segurança e ao futuro, enquanto a inflação dos alimentos, que atingiu 128%, exerce uma pressão severa sobre as famílias, à medida que os salários perdem poder de compra.

Juntas, essas pressões podem causar estresse crônico, depressão e um sentimento de impotência, além de levar muitas pessoas a considerar a emigração.

Os cristãos iranianos não estão isentos dessas dificuldades. Eles também enfrentam ameaças constantes e insegurança, ao mesmo tempo em que carregam a responsabilidade de sustentar não apenas suas próprias famílias, mas também a família de Deus, isto é, a comunidade cristã em geral, em meio a essas circunstâncias difíceis e incertas.

Fonte: Portas Abertas.

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.”  Mateus 24:9

29 de setembro de 2026.

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