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EUA estão ‘prontos para retomar combates se Irã não aceitar acordo’, diz Pentágono

por Últimos Acontecimentos
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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas americanas estão “prontas para retomar o combate se o Irã não aceitar um acordo”.

Em uma coletiva de imprensa no Pentágono, o secretário de Trump fez provocações ao Irã. Disse que o país afirma ter o controle do Estreito de Ormuz, porém não tem mais Marinha, que Hegseth alega ter sido completamente destruída durante os ataques dos EUA e Israel.

O secretário também afirmou que manterá o bloqueio militar no estreito, que entrou em vigor na segunda-feira (13), “pelo tempo que for necessário”.

“Nossas forças estão posicionadas para reiniciar as operações de combate caso o Irã faça uma escolha ruim e não aceite um acordo. Vocês, Irã, podem escolher um futuro próspero e esperamos que o façam pelo povo iraniano. Mas se o Irã fizer escolhas ruins, bombas cairão sobre a infraestrutura, o setor elétrico e energético. Espero que escolha um acordo que esteja ao seu alcance”, ameaçou.

Questionado por um jornalista sobre o líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, afirmou: “Acredita-se que esteja ferido, mas vivo”. Há um mês, ele disse que o iraniano estava escondido em um bunker e provavelmente “desfigurado”.

O comandante das forças, o general Dan Caine, deu mais informações sobre o bloqueio militar vigente em Ormuz. Disse que a fiscalização ocorre tanto em águas territoriais iranianas quanto em águas internacionais, e que até o momento não houve nenhum navio interceptado.

O Irã, no entanto, afirmou nesta quarta-feira (15) que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio marítimo e atravessaram o Estreito de Ormuz.

“Deixe-me ser claro: este bloqueio se aplica a todos os navios, independentemente da nacionalidade, que se dirijam a ou partam de portos iranianos. A ação dos EUA é um bloqueio dos portos e da costa do Irã, não um bloqueio do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos perseguirão qualquer embarcação que tente fornecer apoio ao Irã. Se não obedecerem, usaremos a força”, alertou.

Escalada de tensão entre EUA e Irã se intensifica

A menos de uma semana do fim do prazo de um cessar-fogo e em meio a tensas negociações de paz, EUA e Irã vivem uma escalada de tensões.

Ambos os países vêm trocando ameaças desde o fracasso das conversas do último sábado (11) em Islamabad, no Paquistão. Na quarta (15), o governo Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares para o Oriente Médio, de acordo com o jornal “The Washington Post”.

A manobra seria uma forma de colocar pressão em Teerã antes de uma eventual segunda rodada de negociações, indicada pela Casa Branca.

Segundo autoridades ouvidas pelo “Washinton Post”, o Pentágono ordenou o envio de mais de 10 mil militares para o Oriente Médio.

“As forças que se deslocam para a região incluem cerca de 6.000 soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e vários navios de guerra que o escoltam. Cerca de 4.200 outros militares do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e sua força-tarefa embarcada do Corpo de Fuzileiros Navais, a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, devem chegar perto do final do mês”, diz a reportagem.

Os militares vão devem somar a outros cerca de 50 mil americanos já envolvidos na guerra contra o Irã.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estudam a possibilidade de uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão, e se mostram otimistas quanto à possibilidade de alcançar um acordo, informou a Casa Branca na quarta-feira.

“Essas conversas estão em andamento” e “estamos otimistas quanto às perspectivas de um acordo”, declarou a porta-voz do Executivo americano, Karoline Leavitt.

O envio de tropas adicionais é visto por analistas como uma possível forma de pressionar Teerã antes de as partes sentarem novamente na mesa de negociações.

Segundo o Comando Central das Forças Armadas, 10 navios iranianos foram impedidos de atravessar o estreito desde que ele entrou em vigor, na segunda-feira (13), às 11h em Brasília.

Na quarta, a Centcom divulgou um áudio em que militares americanos estariam dando ordem para navios “darem meia-volta” e para se prepararem para ser “abordados”.

Com a medida, os EUA pretendem pressionar financeiramente o Irã.

O Comando Militar conjunto do Irã disse que as Forças Armadas do país agirão para bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA contra embarcações iranianas persista.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que não permitirá importações e exportações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.

O Irã também questionou a efetividade da medida ameracana, afirmando que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio marítimo e atravessaram o Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, recebeu uma delegação paquistanesa chefiada pelo comandante do Exército Asim Munir, dias depois de conversas fracassadas entre Estados Unidos e Irã no Paquistão para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse também que mantém contatos com os Estados Unidos por meio do Paquistão desde o retorno de sua delegação que viajou a Islamabad para as negociações.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reafirmou que ninguém pode “tirar” do Irã o seu direito de fazer um uso pacífico da energia nuclear, mas que a porcentagem deste enriquecimento é “negociável”.

Fonte: G1.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

16 de abril de 2026.

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