*Nomes alterados por segurança.
A escalada dos conflitos tem aumentado a vulnerabilidade de crianças e famílias no Irã. Além das perdas humanas e dos deslocamentos forçados, a crise também trouxe impactos duradouros para a educação, a saúde e a proteção infantil.
Segundo dados do UNICEF, cerca de 180 crianças morreram durante a intensificação das hostilidades em março de 2026. Escolas, hospitais e outras estruturas essenciais também foram danificados, reduzindo o acesso a serviços básicos e ampliando os riscos para a infância.
Guerra acelera mudanças no acolhimento de órfãos
A situação emergencial levou autoridades iranianas a transferir bebês e crianças pequenas de instituições de acolhimento para lares particulares. A medida, adotada após ataques que afetaram hospitais, centros de assistência e orfanatos, acelerou mudanças em um sistema que tradicionalmente dependia do cuidado estatal.
As novas práticas abriram espaço para que famílias e mulheres solteiras assumissem a responsabilidade pelo acolhimento de crianças vulneráveis. Embora o modelo familiar possa trazer benefícios ao desenvolvimento infantil, especialistas destacam desafios relacionados ao acompanhamento adequado, à proteção das crianças e ao acesso contínuo a serviços especializados.
Entre as preocupações estão a limitação de recursos financeiros das famílias acolhedoras, dificuldades na supervisão governamental, questões legais sobre guarda e documentação, além das consequências emocionais causadas pela guerra e pela perda de familiares.
O sonho de Zeinab de servir crianças vulneráveis
Em meio a esse cenário, a cristã Zeinab* vive atualmente em um país vizinho e participa de um programa intensivo de discipulado cristão promovido por um parceiro da Portas Abertas.

Ela afirma ter o desejo de retornar ao Irã no futuro para criar um orfanato cristão voltado ao cuidado de crianças vulneráveis.
“Como mãe, compreendo de forma prática as necessidades das crianças e sei o quanto é importante cuidar delas. Continuarei orando por essa visão até que Deus abra uma porta para que ela se torne realidade”, ela afirma.
Cristãos enfrentam barreiras na educação dos filhos
Além das dificuldades provocadas pela guerra, cristãos iranianos continuam enfrentando desafios relacionados à sua fé.
Hamid* e Hoda* relataram dificuldades ao tentar matricular o filho em uma escola. No processo de inscrição, os pais precisam informar sua religião, e o casal afirma ter recebido diversas recusas por se identificar como cristão.
“Visitamos uma escola após outra procurando uma vaga para nosso filho. Quando percebiam que éramos cristãos, a matrícula era negada”, contou Hoda.
Após um período de oração, a família encontrou uma escola cujo diretor aceitou a matrícula sem objeções.
“Esse momento nos lembrou como a oração é poderosa. Nosso Senhor continua abrindo portas que pareciam impossíveis”, afirmou.
Ore pelos cristãos e pelas crianças do Irã
- Ore para que pais cristãos no Irã tenham sabedoria, coragem e oportunidades para ensinar a palavra de Deus aos filhos.
- Interceda pelas crianças cristãs iranianas para que permaneçam firmes na fé e sejam fortalecidas pelos ensinamentos recebidos em casa.
- Clame pelas crianças afetadas pela guerra, pelo deslocamento e pelas perdas, para que encontrem proteção, cura e esperança.
- Ore por Zeinab e por outros cristãos que desejam servir crianças vulneráveis, pedindo direção, recursos e perseverança.

