Os militares israelenses anunciaram que lançaram ataques aéreos no sul do Líbano neste sábado (5) em resposta a disparos de dois drones contra soldados israelenses.
Esta é a segunda vez em menos de 24 horas que Israel bombardeia o sul do Líbano. O Exército de Israel alertou que moradores de Arab Salim deixassem a região imediatamente.
Na sexta-feira (4), as forças armadas israelenses disseram ter atacado instalações de armazenamento de armas destinadas ao uso pelo Hezbollah no sul do Líbano. Desde 2 de março, os ataques israelenses mataram mais de 4,3 mil pessoas no Líbano.
Com a anuência de Washington, o Líbano e Israel assinaram um acordo no fim de junho com o objetivo de alcançar uma “paz duradoura”. No entanto, Tel Aviv manteve a ocupação do sul do Líbano e afirma que só sai depois que o Hezbollah se desarmar.
O acordo prevê que Israel se retire gradualmente de todo o território libanês ocupado, em troca do envio do exército libanês para a região, bem como do desarmamento do Hezbollah, organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita libanesa. Por sua vez, o movimento considera o acordo inválido e acusa as autoridades libanesas de traírem o povo.
Turquia acusa Israel de genocídio
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou o atual governo israelense de adotar uma política de ocupação e genocídio contra a população palestina. Segundo Erdogan, as consequências dessa política atingem não apenas os países vizinhos de Israel, mas também todos aqueles que defendem a paz regional e os valores humanitários.
“Temos a obrigação de ser fortes, ter capacidade de dissuasão, defender juntos nossos direitos e construir a paz e a segurança em nossa região”, comentou Erdogan durante um evento em Istambul em 28 de agosto.
Erdogan também comparou a situação na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e no Líbano a páginas trágicas da história mundial. O presidente turco disse que as organizações internacionais e a comunidade mundial não demonstram determinação suficiente para interromper a violência.
As relações entre Turquia e Israel permanecem tensas desde o início da operação militar israelense na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Ancara acusa as autoridades israelenses de uso desproporcional da força contra os palestinos e bloqueou as relações comerciais com Israel. O país também defende a criação de um Estado palestino independente dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental
