Segundo relatos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu cancelou um grande ataque ao Irã, que contaria com caças na pista de decolagem, após o presidente dos EUA, Donald Trump, instruí-lo na segunda-feira a não intensificar o conflito de Israel com a República Islâmica.
Em vez disso, em um breve pronunciamento à nação na segunda-feira, Netanyahu disse que suspenderia os ataques ao Irã “por enquanto”, mas alertou que Israel atacaria o Irã e o Hezbollah se fossem atacados novamente.
Netanyahu fez os comentários na noite de segunda-feira, após o conflito entre Israel e Irã ter eclodido pela primeira vez desde que um cessar-fogo entrou em vigor no início de abril. Depois que o Hezbollah bombardeou o norte de Israel, Israel atacou Beirute no domingo, o que levou o Irã a disparar um míssil contra o norte de Israel. O Irã e seu aliado iemenita, os houthis, também dispararam mísseis contra Israel na segunda-feira. Israel retaliou contra o Irã.
Após a troca de tiros, Trump teria dito a Netanyahu, na segunda-feira, para suspender novos ataques. O presidente americano, que iniciou a guerra no final de fevereiro em parceria com Israel, disse ao Canal 12 que alertou Netanyahu, durante o conflito, que se Israel intensificasse os combates, poderia se ver sozinho na batalha.
Segundo relatos, o presidente e o primeiro-ministro conversaram diversas vezes ao longo do domingo e da segunda-feira, com Trump instando ao fim do conflito renovado e Netanyahu defendendo ataques israelenses. O Irã também afirmou que não atacaria.
Uma ligação telefônica entre os dois homens na tarde de segunda-feira, segundo o Canal 12, marcou uma virada: por volta das 16h30, informou a emissora, Netanyahu aprovou uma grande operação contra o Irã para ocorrer ainda naquele dia. Um repórter do New York Times também descreveu o ataque planejado como “massivo”.
Mas, pouco depois, Trump ligou para ele e instruiu-o a interromper quaisquer outros ataques para que Washington pudesse buscar um acordo para encerrar a guerra. Netanyahu concordou, cancelando a operação enquanto as aeronaves se preparavam para decolar, o que levou a uma “considerável confusão” no alto comando militar, informou o Canal 12.
Segundo o relatório, alguns funcionários israelenses descreveram a conversa entre os líderes como um momento de entendimento mútuo, mas outras fontes disseram que foi, na prática, uma ordem do presidente.
