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OMS diz que surto de ebola tem mortalidade ‘enorme’ entre 30% e 50%

por Últimos Acontecimentos
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A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que o surto de ebola na República Democrática do Congo tenha uma taxa de mortalidade entre 30% e 50%.

O que aconteceu
Estimativa revisada da OMS considera os casos confirmados e aponta um cenário grave. Anaïs Legand, da equipe de patógenos de alta ameaça da OMS, afirmou em comunicado: “É enorme. Isso significa que até cinco em cada dez pessoas provavelmente vão morrer”.

Organização também registrou a primeira recuperação confirmada no atual surto. Legand disse que um paciente recebeu alta em 27 de maio após dois testes negativos para a doença.

Até agora, a OMS contabiliza 18 mortes e 134 casos confirmados da doença, além de 223 mortes suspeitas desde que o surto foi declarado em 15 de maio. O balanço reúne mais de mil casos confirmados e suspeitos, e a entidade avalia que o total real pode ser maior por circulação não detectada do vírus.

Diretor-geral da OMS disse que países doaram apenas um terço do valor necessário para combater avanço do ebola. Tedros Adhanom afirmou que a resposta ao avanço do vírus está prejudicada e que dinheiro deve ser direcionado para República Democrática do Congo e Uganda, porém há outros dez países africanos em alto risco.

Conflito armado dificulta resposta

Surto está concentrado no nordeste do país, em uma região marcada por disputa entre grupos armados. “Conflito e deslocamento tornam tudo mais difícil”, afirmou Tedros, em comunicado no site da OMS.

Chefe da OMS pediu cessar-fogo para facilitar o trabalho de saúde e reduzir mortes evitáveis. “Faço um apelo direto a todas as partes em guerra nesta região: por favor, declarem um cessar-fogo. Nenhuma causa, nenhum conflito, nenhuma queixa vale condenar pessoas inocentes à morte por uma doença evitável”, disse.

Agência da ONU para refugiados registra fuga em massa do leste do país desde o início de 2025. Mais de 245 mil pessoas deixaram a região rumo a países vizinhos, em um cenário que complica a vigilância e o atendimento, segundo a agência da ONU para refugiados.

Fronteiras, vacina e reação internacional

Uganda anunciou o fechamento imediato da fronteira com a República Democrática do Congo após registrar casos no país. A OMS alertou que o bloqueio pode aumentar travessias informais e dificultar o monitoramento do vírus.

Não há tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo, associada ao surto atual, segundo a OMS. A entidade informou que grupos consultivos recomendaram testes clínicos de vacinas e tratamentos, e o chefe da agência de saúde da União Africana disse que uma vacina pode ficar pronta até o fim do ano.

EUA anunciaram apoio financeiro à preparação do Quênia e reforçaram foco em evitar a chegada do vírus ao país. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse ao The Guardian: “A maior prioridade dos Estados Unidos continua sendo proteger a saúde e a segurança do povo americano, trabalhando para impedir que o surto de ebola chegue às nossas costas”.

São Paulo investiga caso suspeito

Um caso de ebola em São Paulo é investigado atualmente pela Secretaria Estadual de Saúde. O paciente é um homem de 37 anos nascido na República Democrática do Congo. Segundo a pasta, após uma viagem recente ao país natal, ele apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito.

Fonte: The Guardian.

“…e pestes…” Mateus 24:7

30 de maio de 2026.

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