Guerra. Deslocamento. Doença. Essas três palavras descrevem grande parte do que o povo do Sudão e do Sudão do Sul enfrenta hoje.
A seca agrava ainda mais as condições precárias, aproximando o Sudão de uma quarta palavra: fome. De acordo com dados da Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), pelo menos 14 áreas do país devastado pela guerra estão perigosamente perto da fome.
Entretanto, os cortes no financiamento de organizações internacionais de ajuda humanitária significam que há menos ajuda disponível. A menos que as necessidades de financiamento sejam atendidas, alerta o relatório, “ a insegurança alimentar catastrófica, a desnutrição aguda e o excesso de mortalidade provavelmente se intensificarão, colocando inúmeras vidas em risco ” .
John*, um obreiro do Evangelho cujo ministério serve refugiados sudaneses, afirma que o sofrimento se agrava diariamente na região.
“Há tantas coisas que, conforme acontecem, milhões de pessoas vão morrer por causa de conflitos [ou] fome”, diz ele.
“Há agora 7,8 milhões de sul-sudaneses enfrentando fome aguda. Esse número é ainda maior no Sudão. Três mil refugiados atravessam a fronteira para o Sudão do Sul todas as semanas.”
Uma escola missionária com alcance crescente.
Deus colocou o ministério que John representa entre sudaneses deslocados espalhados por toda a região. Sua escola missionária capacita crentes de origem muçulmana a oferecer compaixão prática e compartilhar a esperança de Jesus com pessoas que enfrentam perdas indescritíveis.
“Há três anos, tínhamos vários graduados de 60 tribos. Agora temos 350 graduados de 90 tribos, grupos étnicos não alcançados, em campos de refugiados”, diz John.
Localizada em Juba, no Sudão do Sul, a escola forma em média 50 alunos por ano. Esses crentes são frequentemente missionários pioneiros, levando as Boas Novas ao seu povo pela primeira vez.
“Há 100 convertidos do Islã que estão esperando para vir para a escola; eles são os primeiros crentes de suas tribos”, diz John.
Os missionários perseveram em meio ao perigo.
O trabalho não é fácil nem seguro. Contudo, o Senhor sempre provê porque ama os muçulmanos sudaneses e deseja que sejam salvos.
“Este ano, nossos líderes nesses campos de refugiados foram baleados. Eles estão ameaçados; tudo o que eles possuíam foi saqueado”, diz John.
Alguns líderes chegaram a ser falsamente acusados e presos, acrescenta ele. “Mas, nessa realidade, ainda existe uma grande liberdade para as pessoas pensarem e começarem a questionar o Islã. E, nesse contexto, o Evangelho está sendo compartilhado de pessoa para pessoa.”
Ore para que alimentos e ajuda humanitária cheguem às famílias que enfrentam a fome. Peça a Deus que proteja os obreiros do Evangelho e providencie os recursos necessários para treinar mais crentes. Ore para que os refugiados sudaneses encontrem esperança em Cristo.
